quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8 andar.

Eu queria uma certeza, tipo assim, escreve pra mim "me espera até o amanhecer", "espera até o dia 16", mas não espera muito que eu volto rápido.
Queria só que essa volta não fosse tão torturante, que eu não precise usar da minha loucura para te redescobrir, pra te seguir e fazer com que o 8 andar seja a música mais tenebrosa e correta pro momento. Você me assusta. Eu te assusto. Eu te sufoco todos os dias nessa mania de amar cada parte de você. E eu te amo da forma mais sufocadora possível, porque eu mal consigo respirar quando você não está perto, fisicamente ou não...
E você diz que é drama tudo que eu sinto e eu te culpo tanto por me fazer sentir que fico em duvida se o drama sou eu.
Quem é mais sentimental que eu quando eu só quero um pouco de atenção, quando eu quero presença, quando eu quero dias junto com você dividindo tudo.
Vai saber quando eu só queria condições, você queria liberdade e agora não sei se estamos no momento de viver sintonia, de ser junto a liberdade, faria tudo e qualquer coisa e me perdi nessa vontade de ser sua e nada mais me define.
Só o sentimental da música, só o oitavo andar, só essa falta de ar que eu tirei de você e de mim.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O novo amor

Quando eu fechei o olho pensei ter certeza, eu sabia o que eu ia fazer... Não ia mais esperar o final de semana, ia ser virtual mesmo, era isso que ele merecia, foi isso que ele me deu. No meu ato mais impensado e ao mesmo tempo pensado demais cheia de minhoca e ideias eu fiz mais uma vez o escândalo que ele mais odeia, pedi, implorei, exigi tanta coisa que ele se perdeu no que eu queria. Falei, falei, falei e cansei de falar. Fechei o olho de novo e pensei: egoísta, só pensa nele, será que algumas coisas são tão difíceis de se cumprir? Será que um compromisso é tão difícil de viver?
Decidi, não quero mais. Quem superou sete anos, supera alguns meses.
Fechei e abri o olho algumas - muitas - vezes na esperança de ter uma resposta qualquer a tudo que eu vomitei em cima dele. Nada, ele conseguia me prender e me impedir de fazer o que mais gosto: dormir.
De olhos fechados comecei a imaginar como seria supera-lo...
Toda a história de que eu tinha superado sete anos foi por água abaixo. Essa história era diferente, era real. Fiquei pensando em não ouvir aquela voz rouca que estremece meu corpo inteiro, fiquei pensando em não tremer inteira e ter o coração acelerado todas as vezes que ia encontra-lo como se fosse sempre a primeira vez, imaginei como seriam minhas noites de sono sabendo que não ia encontra-lo, a falta daquele nervosismo e daquelas milhões de borboletas no meu estômago esperando enlouquecidas a chegada dele, pensei nessa vontade indescritível que eu tenho de ficar do lado dele pro resto da vida, de trocar qualquer programa e de ser tão ridiculamente disponível que eu temo que ele me largue por isso. Imaginei que meus planos futuros só tinham ele, tudo que eu fosse fazer por um bom tempo tinha a presença dele.
Pensei tanto que a decisão que eu tinha tomado pareceu ridícula perto de tudo que eu sinto, perto de tudo que ele me faz e ele me faz o bem que durante muito tempo eu procurei.
Decidi, guardei meu orgulho, eu quero todas essas sensações por tempo indeterminado.
Foi nessa hora que eu tive certeza de duas coisas: a loucura que ele vê em mim, que diga-se de passagem é do tamanho do mundo, é proporcional a paixão que eu sinto. E ele tem razão, eu sou completamente maluca.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sobre tudo que para quando a gente continua.
Fazer uma escolha de algo que já foi decidido antes por outra pessoa é tão vazio quanto esperar que uma decisão de dois anos mude como o tempo. Todos os dias o sonho de que alguma coisa pode acontecer diferente acomete as noites de esperança. Quase nunca a sensação de partir é tão pavorosa quanto a de ser deixada.
Qual o momento exato de seguir em frente quando algo está claramente paralisado? A vida, as sensações, as farsas, a vontade de ter e ser com quem já não pertence mais. A sensação do desconhecido que parece tão vergonhosa quanto a de nunca ter existido. O misto de tudo que foi compartilhado, com as decisões que não foram tomadas.
Um milhão de músicas que nunca fizeram parte, um milhão de filmes que nunca foram vistos, uma vida inteira compartilhada e jogada fora por um momento eterno. Saudade.
Não falar na primeira pessoa torna o sentimento distante, a história de outra pessoa que não conseguiu seguir em frete, a história de alguém que conseguiu estragar todos os momentos que poderiam ter sido pra viver um momento que nunca voltou a existir e que não se sabe quando de fato existiu.
A noite amedronta todos os medos costumeiros, tira sono de quem tem sono suficiente pra cobrir a dor, repõe os espaços, cala e traz o frio, lá de fora o mundo continua.
A vontade de mudar o rumo das palavras, o discurso, o medo de perder-se em um sentido traidor que não vai fazer voltar atrás, que não vai trazer de volta. A vontade de perguntar, de falar, de esperar... Esperar mais uma vez, pelo tempo que for. O amor que não cabe em tese, em mudança ou em situação.
Qual é o sentimento que paralisa a vontade de viver o novo? Qual o medo de ter sentido de novo, de se fazer importante? Qual a busca incansável de algo que claramente vai dar errado, por simplesmente certificar de que só vale a pena com uma pessoa?
Os nove anos que chegam sufocando qualquer dor de perder o que não mais existe, a vontade de soltar a mão que implorava pra ficar calmamente e virar a esquina, um caminho diferente sem voltar atrás, sem sentir os calafrios de uma noite sozinha.
O mundo continua e eu também.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Hoje eu falei pra mim, jurei até que essa não seria pra você e agora é.

E às vezes que eu achava que a falta dele ia fazer um buraco dentro de mim, doía tanto pensar nas possibilidades e em como ele poderia estar vivendo tudo que eu não sei mais.
Eu achava que um dia ele ia chegar e se desculpar e dizer que estava certo quando disse que era só eu e que durante os anos que passamos separados ele se arrependeu por não ter me ligado, ele sofreu nos Natais, ele quis me procurar no mesmo carnaval e todas as chuvas foram de ensopar a alma porque não estávamos juntos. Ele nunca me ligou e na última vez que nos falamos ele disse que não sabia mais de mim, mas que esperava que eu estive bem.
A gente já não sabe mais e eu estive tão perdida. Nos últimos dias os últimos acontecimentos me fizeram querer ligar, eu não liguei, me fizeram querer dizer que estava ali, mas não era mais o meu abraço que iria afagar, não era mais o meu beijo que serviria de amparo para qualquer dor. Eu sofri sozinha sabendo que ele também estaria sofrendo.
Eu prometi que não falaria mais, não escreveria mais, pra mim, pra ele, pro mundo inteiro que não quer mais saber de nós dois, que não acredita mais na possibilidade de sermos de novo. Me disseram até que ele poderia casar, uma brincadeira tão sem graça quanto o espaço em branco sem lógica que ele deixou.
Tentei colocá-lo na terceira pessoa pra ver se ficava mais distante, só me fez querer estar mais perto.