segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cinco meses depois.

Dei as costas pra realidade há um tempo. Pronto, melhor assim.
Tinha muitas coisas com o que me preocupar, semana de provas chegando, uma vida inteira  pra viver, a outra que se foi eu deveria simplesmente anular, ou guardar. Guardei, não estava vendo, não encontrei.
Essa coisa de viver fingindo que ok, tudo bem, virou costume. Já tem cinco meses toda essa invenção, eu consegui fugir da realidade, não abri ea porta pra ela, mesmo quando ela batia e me acordava na madrugada qualquer. Não entrou.
Eu sabia em algum lugar aqui dentro que uma hora ela viria e que eu não estaria preparada e que eu deveria me preparar e que nada disso aconteceria. Mas aconteceu e eu preciso encarar.
Não tem mais alegria, só um quarto branco. Não tem cadeira balançando, só uma cadeira parada na varanda. E não tem miolo de pão, só pão inteiro. Não tem, acabou. Acabou tem tempo, eu sei que acabou. Sei mesmo, não tenho tentando manter tudo isso longe, mas encarar a realidade e abrir a porta pra ela é muito mais doloroso do que só saber que ela existe e ela existe.
E a gente vai se encontrar e eu tenho certeza que não estou pronta, mas ela vem, cinco meses depois e já me avisa que vai entrar e que dessa vez não vai bater.
A realidade anda me preparando. Só tenho medo de quem vou ser quando ela entrar e de como seremos juntas. Muito medo da dor que ela vai trazer e desse vazio se alastrar em formato de nada e me fazer assim... Saudadosa de um pouco de mentira e fingimento.

domingo, 29 de agosto de 2010

Significados.

Ontem eu li um texto que me fez um bem danado. Essa coisa que a gente tem de se identificar com o que os outros escrevem, mesmo quando a história não tem absolutamente nada a ver.
Era um texto sobre o melhor amigo ser o melhor amor, esse amor diferente que uma amizade entre homem e mulher tem, sem necessariamente ultrapassar algum limite.
Ai eu fui e mostrei pro meu melhor amigo pra que ele visse comigo o quanto a história da outra pessoa era exatamente o que a gente sentia um pelo outro e ele ficou até pasmo quando viu que quem escreveu não fui eu.
Resolvi então dedicar um momento pra ele, porque quem mais né?
Tenho medo de reescrever o que eu li, porque era de uma sincronia com a nossa história tão grande, que tenho que fazer esse paralelo entre a minha realidade e a da escritora.
Entre toda essa minha loucura de procurar apartamento, óbvio que ele se ofereceu pra ajudar, ele sempre ajuda, seja pra desentupir uma pia, ou pra achar uma moradia (até rimou). E eu fiquei pensando que o corretor ia achar que a gente fosse um casal e foi engraçado, porque realmente somos. De uma forma bizarra, de uma forma errada, mas eu sou o par dele e ele é o meu e não importa quantas pessoas passem por nossas vidas, não importa que namoremos mil pessoas diferentes e que nos encatemos com outras. Eu vou ser sempre dele e ele vai ser sempre meu e é assim que funciona, pelo menos pra gente.
Com a gente não tem dessa de ficar inventando pudor ou censurando as coisas, a gente fala e faz o que dá na telha e nunca se desculpa, porque é assim que funciona. Fazemos decisões juntos e brincamos com elas, na maioria das vezes pra irritar. E é bom, porque a gente se irrita pro bem.
E de vez enquando a gente até se odeia, porque o ódio é melhor amigo do amor. E quando eu faço alguma besteira, ele fica puto da vida e me xinga e briga comigo. E se xinga e briga com ele mesmo e no dia eu peço pra ele não me odiar e ele diz que não me odeia e eu retruco (porque eu sou teimosa pra caramba) "eu sei que não, mas não me odeia, tá?" e ele ri e o assunto acaba aí.
A parte mais legal de ter um melhor amigo que nem o meu, é não precisar se explicar pra ninguém se as duas da madrugada você sentir uma dor no coração e precisar de alguém pra dormir do seu lado, sem nenhuma intenção, só dormir mesmo porque você tá ali sozinha e ele também.
E se eu quiser roubar o celular dele pra ver as mensagens da namorada, ele não vai me olhar como uma invasora, só vai rir pra mim enquanto eu fico brincando com o telefone e as mensagens.
E eu odeio mesmo quando ele começa a namorar ou quando arruma alguma paquera, não por estar apaixonada por ele, mas porque ele é meu e dividir alguém assim é terrível. Não consigo e ele sabe e morre de rir. Porque eu vivo dando ataque de pelanca com qualquer recado no orkut, ou com qualquer casinho que ele vem me contar "ela é feia" "ela é gorda" "ai, credo!" e é engraçado mesmo. Porque eu pareço ex ciumenta e recalcada, mas é só um medo e uma insegurança de ter que dividir a pessoa mais incrível do mundo com qualquer outro ser desse mundo.
E sem querer fazer muita propaganda, mas meu melhor amigo é a pessoa mais incrível do mundo e eu nem preciso falar muito isso, porque o ego dele é maior que tudo e ele sabe bem disso. E eu até gosto desse achismo, é parte dele.
E de repente dá uma pontada de saudade e eu lembro que a gente não se vê há um tempo, lembro inclusive que a última vez que a gente se viu ele me bateu tanto que eu acho que nem quero mais vê-lo. Mas ai eu começo a rir sozinha, porque todo o motivo da porradinha de brincadeira era a saudade e vale a pena apanhar por saudade e devolver os socos e ficar igual dois retardados no meio de um show se chutando feito macaquinhos. E ai eu fico com mais saudade.
Eu não quero que ninguém conheça o meu melhor amigo, mesmo que eu tenha exposto ele aos montes aqui, porque se alguém conhecer vai querer tê-lo consigo e me desculpa, eu não divido. Porque não tem ninguém, ninguém nesse mundo de homens esquisitos que acham que qualquer bom dia é sinal de que eu to me jogando em cima, me entenda e se confunda tão perfeitamente comigo, como ele faz e assim vai ser, porque a gente é assim. A gente vai brigar e ele vai falar que eu acho que ele é um otário e eu vou chorar do outro lado da tela do computador porque não é nada disso, a gente vai se bater na frente de todo mundo e sair abraçados depois, a gente é assim e meu melhor é assim. E depois de ler aquele texto, eu percebi que precisava que soubessem que eu também tenho sorte e que infelizmente, essa sorte é só minha, mesmo que alguém já tenha escrito sobre ela.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Costume.

Eu não me importo. Não muito, não de verdade, não como queriam que eu me importasse.
Acostumei, porque no final é sempre assim, a gente acaba acostumando. Acostuma com coisas como  a cor do cabelo, com o sapato apertado, o trânsito das 17:54 que é sempre o mesmo, nos mesmos lugares e acostuma também com a saudade de alguém, com a razão que esculhamba as portas dizendo que você não pode ligar, que alguém não vai voltar e o que todos os aviões que te fariam encontrar, não vão mais para aquele lugar.
O lugar é o mesmo, a sensação de querer chegar é a mesma, digo, segundo a geografia e a arquitetura também, continua a mesma. Mas é uma sensação tenebrosa porque ainda que seja o mesmo lugar, não é aquele com que eu estava a ir. Não é a mesma pessoa que me esperava com um sorriso enlouquecedor chegar, não é o mesmo tom de voz no telefone que me acorda perguntando por quanto tempo mais eu vou demorar, não são as nuvens que tem as formas mais românticas enquanto eu imagino como vai ser.
O lugar é o mesmo pra muitas pessoas, que chegam, passeiam, trabalham, mas pra gente não. Pelo menos não pra mim. E eu também tive que me acostumar com isso, pousava muitas vezes sem os olhos que me faziam sorrir mesmo depois da turbulência, sonhava muitas vezes com o cheiro que vinha e a saudade aumentava.
E agora eu não me importo, não porque não quero. Mas porque não volta e eu tive que me acostumar a seguir, mesmo quando eu queria me arriscar a voltar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

E esse muro entre a gente tão grande e tão invisível. Esses passos que a gente não encontra. Essa vontade de ser e a saudade não ter sido.
Eu sei, não volta. Ao contrário do concretismo do muro, a distância é tão real que eu consigo tocar, mesmo quando estamos muito próximos.
Foi e não fomos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pedido de desculpa.

Eu não quero sentir saudade de você. Não, o problema não é especificamente seu, eu não te ligo, nem te procuro ainda porque eu não quero me aproximar.
Porque depois de me aproximar ou vou ter certeza dessa quase dúvida de quão bom você pode ser e bondade faz mal pra mim. Vindo dos outros assim, eu canso. Porque eu sou boa demais por fora e quando os outros querem ser bons comigo, eu me enjôo, sei lá, dá uma vontade de sair correndo e trancar a porta e nunca mais deixar entrar.
Eu não vou me aproximar porque eu sei que sua capacidade é incrível e se eu já acordo pensando em você, imagina dormir com o mesmo pensamento? Não, eu não quero.
O seu jeito não me fez mal, não foi você, eu juro. O problema nunca é a outra pessoa, sempre sou eu. Pode perguntar, pergunta pra quem quer que tenha se relacionado comigo se depois de um tempo eu não enlouqueci, ou eu não mandei mensagens aleatórias no meio da madrugada, ou eu não enjoei na segunda semana de perfeição? Faz a pesquisa, você vai ver que o problema não é seu. Uma hora eu descubro e te ligo, mas ai você vai estar cansado demais, eu sei, eu vou entender. Isso já aconteceu inúmeras vezes e eu me acostumei.
Mas agora não, agora eu não vou chegar muito perto e não vou retornar suas ligações, ou suas mensagens fofas. Agora eu não vou ao cinema com você no domingo à noite, nem dividir a minha pipoca com queijo e manteiga derretida, porque eu não sei fazer isso. E se eu faço, eu canso e eu vou te odiar porque você vai roubar todas as minhas pipocas e pipoca é uma coisa que não se divide amigo e você não vai saber disso, porque eu não vou deixar que você me conheça.
Então não se assusta, porque eu vou ser por um tempo o homem da relação, até você achar que eu como homem, eu não te quero e ir embora. Ai depois de um tempo, eu vou lembrar que suas mensagens chatas sempre vinham na hora certa.
Eu vou lembrar que quando você me ligava no meio de uma aula importante e eu olhava torto pra minha amiga e fazia carinha de nojo era tudo que eu precisava, porque a aula de repente passou a ficar chata e eu queria que você fosse me buscar pra gente fazer qualquer coisa.
Vou imaginar um dia a gente entrando no altar, porque eu sou meio louca mesmo, mas eu não vou poder te contar, porque eu vou te ligar e provavelmente sua nova namorada ou sua ex bonitona vai estar do seu lado.
Vou ouvir qualquer música besta e pensar que ela poderia ser nossa e aí eu vou sentir saudade. E é exatamente por isso, que agora eu não vou me aproximar.
Se a gente chegar perto demais de ser alguma coisa além de eu aqui e você ai, algo além de um telefonema esporádico ou de uma mensagem que não ilustra falta, mas que é exatamente isso, eu vou enlouquecer e não me pergunta como, ou por que. Eu tenho medo de chegar perto de mais, eu sei lá porque, porque eu sou louca e você não vai gostar. Porque eu tenho doença fatal, ou porque meu coração vai explodir.
Tenho medo de você conhecer meus defeitos mais grotescos ou de descobrir que eu não consigo comer um sanduíche com guardanapo e me odiar por isso. Eu não sei o que acontece, porque se você começa a gostar de mim, eu fico com nojo, porque eu não sou ninguém pra você gostar e você me cansa, porque todo esse grude é demais pra mim e qualquer coisa que se assemelha há mais de duas mensagens por semana, pra mim é grude. Porque eu simplesmente tenho medo de me apaixonar, porque eu sei que você não vai gostar depois disso.
E eu não faço a menor idéia do porque eu sei disso, eu sei e pronto. E eu não vou me aproximar e eu te peço desculpa, porque você é exatamente o que eu sempre esperei de alguém, é exatamente o que eu deveria querer... Mas eu nunca vou saber o que eu quero, mas eu sei o que eu não quero e que não quero passar o tempo todo sentindo saudade de você. Então me desculpa, mas eu não vou me aproximar, me apaixonar, eu não sou esse tipo de pessoa, não é de mim que você vai gostar.
Você pode ficar se quiser e olhar pra mim com essa cara de que não está entendendo nada, porque eu também não estou e a gente vai ficar rindo de mim, eu gosto de rir de mim e ai acabou nada, além disso, e você precisa entender.
Eu só não quero sentir saudade de você.

domingo, 22 de agosto de 2010

Em processo de existência.

Tentei me concentrar em alguma coisa que eu sou. Porque ser sempre vence o estar e cansei de ficar passando de fase em fase, me transformando e virando. Fiquei de cabeça pra baixo, um 360º é tudo volta ao normal... De cabeça pra baixo de novo.
Foi uma crise bem divertida pra quem sabe o que é não saber. Dessa vez eu consegui olhar pro espelho e não ficar com medo da pessoa que eu via mesmo não tendo ideia de quem ela era e não sei mesmo, até agora depois de três dias, quem é. Mas eu consigo olhar e isso torna tudo um pouco mais fácil.
Talvez daqui há três dias eu tenha vontade de sair correndo e contar pra todo mundo que me descobri, essa daqui sou eu e consigo me reconhecer no espelho.
Ainda é cedo pra três dias, mas a crise nem me incomoda mais. Deixa ela surtada dentro de mim, enquanto os miolos da minha cabeça vão explodindo aos poucos e eu fico batendo os pinos por aí. Mas é bom bater pino, depois dessa crise percebi que sou mais feliz meio maluca e quando não sei de nada, principalmente quando não faço ideia de quem sou... É bem mais fácil.
É uma responsabilidade imensa me dizer alguma coisa, ou alguém. Por isso que eu vejo um monte de gente fingindo ser ou não ser, porque esse bando todo tem medo de entrar em crise. Gente, ter crise é legal! Sério, você se pergunta cada coisa e entra em colapsos e fica inconstante e depois constante, vai se misturando no sofá ou num livro. Tem vontade de sumir e pular na grama feito um grilo, é muito divertido!!! Porque é uma desculpa pra você não ser normal e o que todo mundo tenta nesse mundo de pessoas loucas, se não fingir que é normal?
Nesse medo todo de existir dos últimos três dias consegui muita coisa, mesmo que o principal não tenh a sido alcançado. Eu vou guardar sempre um lugar no carro e vou mandar bolos em todos os aniversários, vou escrever cartas e vou enlouquecer em todo segundo dia de todos os meses (ainda que o mês não seja maio, todo dia dois me faz lembrar) e eu vou ser louca e vou deixar todo mundo me chamar de louca.
E eu não faço a menor ideia do que é estar em crise, porque pra mim estar é muito passageiro e crise é muito constante. Então agora eu vou ser, amanhã eu não sei, mas agora eu sou a crise. D
eixa a gente aqui que a gente vai se entender e um dia eu me descubro, o processo tá indo e a gente chega lá.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


Uma falta danada de acordar de madrugada, entrar no corredor tremendo de medo e ficar diante da porta esperando algum barulho pra que eu possa entrar sem assustar ninguém.
Esses dias, eu acordei pensando em ir ao quarto do lado porque  o meu estava muito escuro fiquei  um tempão pensando se iria ou não. Ai me veio uma dor, meu coração acelerou de tal forma e eu lembrei que não tinha quarto do lado. Quer dizer, até tinha, mas não exatamente o que eu queria ir.
E eu não consegui me levantar, fiquei deitada esperando o coração acalmar e o tremor passar. Fiquei olhando o telefone 1:23, era cedo pra caramba e ao mesmo tempo tarde demais. E saudade vem assim, à 1:23 da madrugada acorda a gente e eu fico como uma criança abandonada esperando alguém chegar. E não chega.
Não adianta escutar a voz no telefone no dia seguinte, se a vontade era sair correndo e pedir um espacinho na cama, agora eu tenho minha própria cama de casal que sempre fica vazia de um dos lados. Depende de onde o espelho se encontra. Morro de medo de dormir de frente pro espelho. Mas medo mesmo eu tenho de acordar de novo à 1:23 da madrugada e não ter o quarto do lado me esperando, o espaço na cama já projetado com o meu corpo que mesmo crescido sempre coube ali.
E a noite vai passando e o coração tranqüilizando, a saudade aumentando. Tento fazer passar, preciso crescer e isso faz parte. Às vezes eu só queria ser pequena de novo e poder ter qualquer desculpa pra não dormir sozinha.
E às vezes eu sou pequena mesmo e as desculpas são tão vãs que não são aceitas. Se cortaram esse cordão a gente cola depois? Se eu for embora, eu posso voltar?
E quando eu acordar com medo e quiser chorar?
“Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com o seu carinho e lembrei de um tempo, porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança e o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo. Hoje eu acordei com medo
mas não chorei, nem reclamei abrigo. Do escuro, eu via o infinito sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte, já não era medo era uma coisa sua que ficou em mim e que não tem fim.  De repente, a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho...”

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Três verdades.

Porque a verdade é que a gente acaba aceitando que qualquer sorriso é amizade, que qualquer palavra de conforto é carinho e que qualquer olhar ameno é solução. Esquece dos princípios, das pequenas coisas que realmente fazem um amigo ser amigo, daqueles dias de chuva que tudo que você precisa é uma colher de brigadeiro e fofocas sem fim até o dia amanhecer e você ter certeza de que o mundo girou na posição certa, pelo menos aquele dia.
Esquece que mesmo quando você acha que não precisa de mais ninguém, alguém sempre vai vir e fazer uma diferença que você nunca imaginou que pudesse existir. Alguém vai dizer uma palavra besta, ou te fazer chorar de tanto rir e você vai ter uma certeza tão maior.
Aí quando você precisar sair pra se divertir e esquecer que a vida às vezes é ruim, essas pessoas vão aparecer mesmo que do nada e serão exatamente a companhia necessária para isso e transformarão um mundo de problemas em um mundo de alegria, pelo simples fato de estarem te acompanhando.
Vai compartilhar segredos, dores e os passos que você dá nos dias mais tristes e felizes, vai querer que essas pessoas estejam nesses dias e quando não estiverem, vai sentir como se alguma coisa estivesse faltando, como se a diversão mesmo que exata, não estivesse completa.
Um dia qualquer, você vai se pegar com uma saudade enorme porque aquelas pessoas são especiais e são o remédio pra doença mais pesada de um coração partido e você vai ligar pra elas e assim, mais uma vez, trasformarão os choros de tristeza em choros de alegria.
E quando vocês se afastarem por um motivo ou outro, quando vocês brigarem por um motivo ou outro, alguma coisa sempre vai faltar e o tempo e o amor construido vão dar um jeito de retornar tudo o que foi criado.
E aos poucos, você vai percebendo que certeza podem ser construidas em pouco tempo, que castelos podem ser montados em meses com as melhores massas e cimentos e acredita que se faltava alguma coisa, ainda tem tempo para ir construindo e que realmente, não importa a quantidade e sim a qualidade. E vai entendendo que um amigo pode ser feito por palavras sinceras, olhares que acalmam.
E que não importa quantos você tenha, mas é importante que tenha os melhores.
E que mesmo que você já tenho seu grupo, sempre vai haver espaço para outros sentimentos verdadeiros e eu comprovei, comprovei que amizade não precisa ser feita em anos, meses bastam. Comprovei que uma presença sempre vai fazer falta quando for importante e comprovei que soluções sempre são fáceis de achar quando se tem as pessoas certas consigo.
E eu acrescentei mais duas estrelas ao meu céu de cinco e mesmo que ninguém acredite e mesmo que tentem dizer e fazer com que seja o contrário, meu céu anda mais brilhoso e minha certeza mais forte: Eu tenho as melhores amigas do mundo!!!
E assim seremos, um grupo de três, um trio, um tripé, uma amizade. Seremos até quando não pudermos, seremos até em dias de guerra entre nós, seremos quando quisermos nos odiar e seremos a verdade de todas as mentiras que o mundo nos traz. Seremos a soluções e assim como esperamos, eternizaremos. Seremos quando ninguém mais quiser ser e quando ninguém mais puder ser, seremos quando doer e quando alegrar.
Eu sei que sim e isso basta.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quem, eu?!

Desde que eu me decidi por uma pessoa "moderna" as coisas mudaram. O vazio que antes era bom e se preenchia aos poucos com algum novo sorriso que eu conhecia, passou a atordoar. Modernidade pra quem sempre foi antiquada, mesmo quando a vida pedia por mais.
Esses filmes, quem diria que eu poderia ser tão influenciável, mas depois daquele sorriso desacredito de qualquer força que tenho para abalar as influências.
A gente acha que tá certo quando não quer admitir estar errado e por mim, o tempo todo para qualquer pessoa que me pergunte, sou e estou certa, sou e estou bem porque minha mente é muito aberta e tudo que eu faço é em prol dessa vida nova que levo. Não me desconstrui, de forma alguma, só me renovei ainda que tenha medo dessa novidade.
A verdade é que mesmo depois de me sentir tão bem, mesmo quando tocaram a alma com algo mais que palavras, mesmo que o olhar tenha sido de ternura e mesmo que agora eu esteja me perguntando que porcaria é essa de olhar que eu escrevi, se não teve porcaria de olhar nenhum. De repente eu queria tanto que tivesse que fiz ter. Mas as mãos foram verdade, as mãos se encontrando indo e vindo no compasso de uma música qualquer, tocada minutos depois no violão, isso eu não inventei.
O sorriso de uma piada sem graça que me deixaria sem pouso pelo resto da semana, isso não veio de mim, isso aconteceu.
A conversa, fato. O sorriso, fato. A mentira... Fato.
Acho que quis mostrar pra mim mesma o quanto poderia ser capaz de ir contra meus próprios princípios e me sentir bem com isso. Mas é aquilo, sou minha pior inimiga e esse auto boicote nunca funcionou muito bem.
Essa esperança de uma mensagem que até aconteceu, mas com a facilidade que veio eu consegui deletar e acabou.
Só não acaba esse nó aqui dentro, esse vazio fundo, fundo, que mesmo tentando cavar eu não consigo alcançar. Não acaba essa vontade de me xingar com todos os nomes que em algum lugar da minha mente enlouquecida, eu acho que fazem. Não acaba uma força incrível de voltar no tempo e correr contra ele e nunca deixar que as coisas seguissem o caminho que seguiram.
Eu não deveria tentar ser, eu não sou e ponto. Essa coisa de ficar tentando ser atriz na vida real, a troco de quê? Noites mal dormidas? Mensagens mentirosas que fingem um cuidado inexistente?
E uma sensação tão podre, um nojo tão grande de querer mudar. Fica como é e ponto. Não tem nada que ficar se mesclando, não se encaixa, vai embora e chega!
O mínimo que eu poderia fazer era fingir gostar de alguém, ou pelo menos fingir que sofro por isso. Mas agora não tenho tempo de pensar em gostar de mim, só de sofrer pelo que eu tentei ser e sentir esse bolo aqui dentro.
Chega a hora e eu deveria estar fazendo qualquer outra coisa que não escrevendo, que não imaginando, que não querendo. Voltar a ser e a metade sã de mim ainda diz que nunca deixei de ser, eu sei que não, só tentei deixar.
Vazio, vazio, vazio, vazio.
Será que eu me acho num circuito tão raso? Não sou mais funda, profunda, vazia.
Quem, eu?!

domingo, 15 de agosto de 2010

Meu encontro.

Eu queria pelo menos conseguir explicar, tirar daqui e colocar em palavras. Olhar nos olhos e falar e seria tão simples, pelo menos escreveria um caminho e pronto, seguiria.
Mas eu continuo com essas placas em branco, meio sem saber o lugar de partida ou aonde vou chegar. Fico constantemente perdida e sempre me perco desejo mais ainda que me achem e aí, me perco mais.
Deveria ser fácil, ou pelo menos eu queria que fosse e seria, mas essa insistência, essa teimosia que me é inerente fica querendo fazer mais difícil, complicar e ficar dando nós pra eu poder parecer uma palhaça. E quase sempre pareço mesmo, procurando um lugar pra me guiar e nada aparece.
Poderia melhorar se eu tentasse entender, ou tentasse falar tudo que me vem como sentimentos, mas algumas coisas são tão intensas que se perdem em explicações e isso complica ainda mais.
E mesmo que tudo que eu queira é me perder, quando não sei pra onde ir fica tão difícil continuar esse desencontro de mim.
E tudo que eu queria era poder explicar e essas setas seriam preenchidas e seguiriamos, mesmo que em caminhos diferentes.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Segunda.

Tudo que eu fiz para que você saisse daqui, tudo que eu quis era te expulsar com outro corpo, alguém que ocupasse seu lugar pelo menos na minha mente. Alguém que me deixasse enlouquecer por uma resposta, alguém cheio de vida com vontade de mim.
Agi contra meus princípios, bloqueei toda a certeza de que eu poderia e eu pude. E depois acabou, vivi horas que poderiam ter te levado embora de mim, vivi o que eu não quis, fechei os olhos e como nunca poderia desejei que fosse você ali, quis que aquele momento fosse nosso.
E agora ficou o vazio. Você não está aqui e ninguém está para fazer essa vontade passar e se fosse só por fora... Aqui dentro nada motiva, nada estimula, não é a mesma coisa e mesmo que a dúvida fosse maior, mesmo que a incerteza crescesse, tudo seria melhor que o vazio que sobrou.
Sobrou esse espaço em mim, esse buraco de você que eu não consigo preencher.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tenho sentido uma saudade de ser que me perco constantemente.
Quem sabe mais tarde, agora eu preciso me recuperar, fingir que dói ainda para não ter que encarar o que tiver que vir.
Ainda sinto essa vontade enorme, mas ainda fico no meio do caminho esperando ela passar e se não passa, eu choro com saudade que me abriga. E fico perdida de novo, distante de mim.
Sinto saudade de ser, saudade grande de mim, do que eu era com você, saudade sem rumo da gente, do que podíamos ser.
Mas ainda fico no meio do caminho, ainda dói aqui perto, ainda fica dentro e a saudade...

Caligrafia da rodada.

Encontro os mesmos nomes pendurados no meu quarto, acho que ainda estamos sozinhos, o mundo ficou em silêncio pra nos ouvir cantar. Acalmei as cores do papel de seda que eu comprei mais tarde e que logo depois você rasgaria em tom de fúria ciumenta.
E mesmo que não estivessemos sozinhos o mundo perderia o sentido em seus ruídos fúnebres. E só o que quiséssemos ouvir seria capaz de nos mudar.
Guardei o papel rasgado como uma lembrança de um dia qualquer, uma lembrança de alguma coisa que logo depois se encaixaria em nós e nos faria desistir.
Eu disse que desistiria, sei o quanto é difícil permanecermos descrentes desse nosso mundo particular, dessa privação de bens e sufoco.
Você me sufoca! E eu te perco, porque não sou capaz de me sentir presa, porque temo o pior. Você me apavora em seus mínimos suspiros e meu suor de antes é sangue frio de agora e eu não suporto mais ficar aqui.
Você deveria ir embora, eu não consigo mais. Esse ciúme acaba com o papel de seda que aos poucos se transforma em bola e vai embora.
A gente não deveria ter se encontrado, o quarto escuro parece sozinho. E se você não estiver mais aqui pra me sufocar? Preciso me acostumar, me abraça, ainda é cedo!
Preciso me acostumar, é tarde, eu ainda tenho medo.
Me sufoca!!! Eu não quero ir embora, eu preciso me acostumar. Me acostuma, me abraça.
Ainda quero sentir, se você fizer direito, me deixar sem jeito. Ainda posso sentir, essa liberdade não faz sentido quando estou solta.
Preciso de você, preciso me prender.

domingo, 8 de agosto de 2010

Lembrar de nunca esquecer: 2010.

Uma raiva sincera do ano, mesmo que ele não tenha nada a ver com isso. Odeio, odeio, odeio.
Como se não bastasse todos os problemas rotineiros do dia-a-dia, toda essa coisa que não escapa, o ano insiste, insiste em tirar mais do que horas, mais do que diversão, mais do que tudo. Ai ele vem e tira pessoas, pessoas boas que se diferem de todas as outras, pessoas que moram aqui comigo do meu lado e que de repente, sem mais nem menos o ano quer que eu só veja em lembranças.
Que eu só traga a esperança de um lugar melhor pra gente se encontrar e em meio há tantas coisas o que eu realmente queria era estar perto, era abraçar, era sorrir junto, agora não dá mais, o ano tirou de mim.
E a gente vai se perdendo junto com tudo que vai embora um pouquinho da gente mora no céu, vira estrela e a gente passa a ser mais, a ser menos a aguentar.
Enquanto a pessoa que sempre morou aqui continua um hóspede dolorido, uma saudade difícil de acabar e uma vontade de ver, de estar, de voltar.
E eu culpo o ano, já que preciso de alguém pra fazer a dor parar.
Vai, descansa. Mas não esquece de lembrar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mudando para a mesma coisa.


Todo dia é a mesma coisa e quase ninguém sabe. Acordo com as mesmas vontades que me impediram de dormir, que me corroeram o sono e me fizeram acordar às 3 da manhã com medo do relógio vermelho piscando e olhar pro lado e pensar a mesma coisa da noite passada: “Será que ainda falta alguma coisa aqui?”. E eu nunca sei se realmente falta, ou se sou tão incapaz de viver meu medo sozinha, que preciso da incerteza de que alguém ao meu lado que acordaria junto comigo ao mesmo horário e me abraçaria dizendo qualquer frase parecida com “eu estou aqui e vai ficar tudo bem”.
E acordo, já meio tarde, meio atrasada com um ar de não queria estar acordando agora e odiando a música desconhecida que toca no despertador. Qualquer dia eu ainda quebro esse maldito! Mas por enquanto eu preciso dele e é só isso que faz com que ele ainda exista, minha necessidade.
E aí o dia acontece, aquela aula que eu fico pensando que seria muito mais prática se não tivesse tanta embolação e em como a vida seria mais fácil se pudesse ser resolvida com esta aula, que ainda que confusa, dá uma praticidade em tanta coisa. “Tudo muda o tempo todo no mundo”, meu Deus! Que música é essa? Logo agora? Não muda, não concordo com.. Esqueci o nome do filósofo, tão pouco com Lulu Santos que depois de estudar... Como é o nome do cara mesmo? Enfim, qualquer pré-socrático importante com 126 fragmentos. Todo dia é a mesma coisa, não é fácil perceber?
Os mesmo sentimentos, as mesmas vontades e os mesmos erros. Todo santo dia! E essa rotina que sufoca mesmo depois de uma semana, preciso de liberdade e ao mesmo tempo queria tanto me prender a alguma coisa que me fizesse realmente querer liberdade, que me sufocasse e que eu conseguisse sentir diferente.
Ai a aula acaba e entre uma música e outra, pessoas que eu nunca vi na minha vida com sorrisos lindos e outras mal humoradas, gritos na rua, outra música melancólica que me faz lembrar o quanto seria bom e alguma daquelas vozes cantasse pra mim. Uma música dançante, e eu imagino, uma noite em que eu me acabaria de dançar e seria feliz. Mas eu não preciso disso.
O almoço que eu tenho preguiça de fazer e o quanto eu me sinto impotente por cozinhar só pra mim, não entendo porque tive que aprender essas coisas, queria mostrar pra todo mundo, ou só praquele carinha que me faria ficar na cozinha a tarde toda cozinhando qualquer coisa. Pera ai! Acho que tem uma música assim, que seja!
Ai entre um capítulo de um livro chato que eu não entendo nada, uma leitura de uma colunista que por incrível que pareça sabe exatamente como eu sinto, uma tarde de sono, uma ida ao cinema ou qualquer coisa assim. Eu continuo sentindo a mesma coisa.
Mas depois do mesmo dia de sempre, quero que a noite seja diferente, então deixa, deixa o sentimento corroer e dar rotina ao meu dia, deixa as coisas aconteceram exatamente como aconteceram há semanas atrás. Deixa a vida ser igual, porque hoje à noite eu prometo não deixar e ser, fazer, exatamente como deseja: diferente. Cali grafando a mudança constante que o Lulu Santos ou o cara dos 126 fragmentos ditaram, hoje a noite eu sou diferente. Sou da maneira que eu quiser, da maneira que me quiserem. Hoje eu mudo o tempo todo no mundo.
E os outros dias finalmente serão outra coisa.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Não valorizo muito as coisas que ficam vagando sem rumo e nunca sabem onde parar, onde chegar e nunca param.
Mas as coisas que vagam mesmo que por muito tempo e voltam, essas sim, essas são minhas prediletas e me alegram tanto que nunca sei se fico feliz por tê-las tido, ou porque elas voltaram.
E assim, elas são minhas, indo e vindo, da maneira delas, mas são minhas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

So.

Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes.
- Tati Bernardi.

domingo, 1 de agosto de 2010

Explicação.

Não, não vou postar coisas melancólicas agora. Vou tentar dar uma explicação pra ver se as pessoas chegam a me entender, ou a pelo menos me respeitar.
Não é porque eu escolhi uma profissão na qual serei cercada por problemas dos outros que eu não gosto de expor os meus também, ainda que isso seja meio chato e que o fato do assunto se prolongar em meu nome me deixe nervosa preciso dizer isso.
Acontece primeiro, que as pessoas vem me dizer que eu escolhi Psicologia pra que os problemas dos outros sejam meu refúgio para os meus, eu acho isso muito engraçado, sério. Eu sempre gostei de colocar os problemas dos outros na frente dos meus, talvez até pra esconder mesmo que tenho coisas erradas na vida, mas daí a levar isso como profissão? Posso até ser egoísta e sou, admito. Mas eu não fujo dos meus problemas, acreditem. Posso até guardá-los em algumas gavetas da vida, ou fingir que eles não existem pra que eu possa viver em paz. Mas um dia, uma hora da vida eu abro todos e resolvo e ponto final.
Tenho medo sim das coisas que podem me atingir, por isso muitas vezes não me envolvo com nada pra que nada venha e me machuque. Mas isso não significa que eu seja problemática, ou que eu viva nessa constante mania de resolver a vida dos outros e esquecer a minha.
Ok, todo mundo já entendeu, eu tenho problemas.
Então, lá vai: Hoje (31/07) me ligaram me chamando pra sair e eu mais uma vez, disse que não estava muito afim, dei inclusive opções do tipo "Quer vir pra cá? Alugamos um filme, sei lá. Vamos num bar". Me chamaram de velha e disseram que eu ando esquecendo de mim (mais uma vez e não, não foi a última), que isso não é bom e etc mais. Pra completar a conversa séria que minha mãe teve comigo sobre "eu estar me distanciando do mundo", pois é, começou com a ideia de que eu não saio mais de casa, que vivo de livros, televisão e internet, que não me prendo a mais nada/ninguém, que não saio mais com meus amigos (eu saio sim), que não arrumo namoradinhos (alguém pra ocupar minha mente), que vivo o dia inteiro dormindo (agora tenho culpa se minha cama é deliciosa), um discurso completamente oco sobre as coisas que ELA acha que EU deveria fazer. O mais engraçado disso tudo, é que há alguns anos atrás, quando eu era essa pessoa que ela quer que eu me (re)torne, o discurso era exatamente pra que eu fosse a pessoa que hoje eu sou. Vai entender.
E com isso, surge a ideia de que eu ando tendo problemas com meus coleguinhas, essa mania infeliz de que eu não posso querer minha companhia é sempre atribuida aos outros, coitados. A ideia de que estou emocionalmente afetada por alguma coisa. E que eu preciso ver gente, viver a vida, que uma hora eu vou me arrepender de ter passado esse tempo todo trancafiada dentro de casa.
Pra começar, meu emocional está bem estável, nunca tive mais saudável mentalmente do que na fase em que me encontro. Finalmente tomei coragem pra me conhecer, gostei da minha companhia, é pecado alguém gostar de se ter como companhia? É egocentrismo demais, tá, ai eu aceito, mas eu estou muito bem comigo.
Talvez tenha perdido algumas festas, mas quem quer amigos só pra sair? Se tenho amigos que entendem que eu gosto de ficar em casa e que nem por isso eles desistem de me chamar pra sair, se tenho amigos que gostam de passar um tempo em casa comigo, pelo simples fato de também gostarem da minha companhia, eu sou completa e feliz.
Desenvolvendo a redação enorme, pois é, subi o morro depressa demais, fui avisada, não dei ouvidos, mas nunca me arrependi de fazer as coisas que eu tive vontade. Sempre fui assim, peço inúmeros conselhos, escuto todos, mas quando eu estou disposta a fazer alguma coisa, nada, ninguém e conselho nenhum tira a ideia da minha cabeça e eu vou até o fim com isso.
Prosseguindo, o fato de eu ter crescido em uma cidade pequena e escassa de divertimento infantil/adolescente, pode sim, ter ajudado a hoje, na idade em que eu deveria estar fazendo as coisas que eu fazia com 13/14/15/16/17.... e que agora, pra mim, não tem mais tanta graça. Mas não é porque com 13 anos eu saia e tudo mais, que eu deixei de ser uma criança feliz. Aliás, não em termos comparativos a nenhuma outra porque não posso falar do que eu não sei, mas minha infância não poderia ter sido melhor. Fui o moleque que eu deveria ser, curti a rua, bola, carrinho de rolimã, bicicleta, corri, fui feliz e muito, brinquei horrores. E ai com 13 anos descobri que a vida tinha outro lado ahaha, tenso, eu sei.
E já não me agrada mais sair de casa, entrar nos lugares, ver pessoas que estarão fazendo sempre a mesma coisa, nos mesmos lugares, com as mesmas caras de "não sei o que estou fazendo aqui", sem nenhuma ideia realmente. Ok, estão se divertindo e eu super respeito a diversão delas, mas o que eu quero que elas entendam é que este não é mais o momento de ter felicidade e me sentir urrul, quando eu saio a noite e chego em casa 5 horas da manhã. Curto, claro. Vez ou outra, porque também não sou de ferro, não sou um alien. Mas caramba, sabe?
Não to com problema com ninguém. Estou feliz, bem comigo mesma, satisfeita. Estou vivendo ótimos momentos, me realizando a cada dia e se é amigo, se realmente me quer bem, como me quer do lado (o que eu acho ótimo), vai respeitar, vai entender. É o meu momento de viver uma vida comigo, de me tornar alguém que depois eu vou olhar e dizer:  Me orgulho de quem eu sou.
Não estou sofrendo, não estou em depressão, estou me curtindo. Quem quiser se juntar, será sempre bem vindo, mas não é pra achar que eu sou uma velha cabeçuda que não faz nada. Eu faço, mas do meu jeito.
Uh! É isso.