domingo, 28 de fevereiro de 2010

14.

Talvez você não se lembre, tenha deixado guardado, ou simplesmente jogado fora.
Mas as mãos tremem (tremeram), o coração bate tão forte, quanto da primeira vez, a sensação ainda é a mesma.
Já se passaram mais cinco verões, nenhum deles foi como aquele, nenhum deles me trouxe ninguém tão ou mais especial, nenhum me fez sentir amada e odiada em tão pouco tempo, nenhum me fez tão bem, nenhum me trouxe você.
As mãos que não se encontrem, os gritos que veem como flashes da pior noite da minha vida, o erro inconfundível e talvez o mais cruel que eu cometi contra mim mesma, perder você.
E talvez, falar sobre isso seja tão ruim, quanto a sensação de saber que você está feliz, com outra, de novo, outra que não sou eu e que jamais será.Jamais seremos, de todos os que passaram, de todos que passarão, ninguém, nunca, fará o meu verão.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Australiameetsbrazilian.

O Sol esquentava a pele, a areia, a cidade inteira e em algum momento daquele dia ele se resolveu por raiar especificamente aqueles dois, que de mero estranhos passaram a grandes amantes.
Um dia aqui, outro ali, a espera incansável pela resposta, ou por um dia, as palavras maravilhosas e os planos que por enquanto, nunca darão certo.Seria certo sonhar com o que não vai chegar?
A geografia fez o favor de estragar o romance, ou talvez o romance seja apenas aqueles simples amores de verão, se o amor de verão faz isso com as pessoas acho que é mais perigoso do que o de qualquer outra estação.
Era hora, ele ia embora, um avião que voaria sobre as imagens do que poderia ser, do que pode ser, passando por cima de todas elas e apagando-as como se fossem borrachas.E por mais que ele quisesse passar por cima do que for, eles não deixariam, o que foi escrito, já não pode ser apagado, o que foi dito.
A mão que acalmava na sessão de cinema, ou o abraço que fazia qualquer dor desaparecer.
Era o que ela precisava e não importa o quão longe estarão daqui há um ou dois dias, foi a história mais bonita que eu já fui capaz de presenciar e talvez a mais sincera que eu já pude relatar.
Eles são dois, ainda tem sonhos e dessa vez, o romance vence a geografia, 'cause you have the most beautiful face I've ever seen.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estranho.

Mais uma vez, vivendo o mesmo dilema, com características diferentes e um outro alguém diferente.Talvez isso seja importante, talvez não faça a menor diferente.
A questão não é o outro alguém, não agora.O problema aqui é você, somos nós.
Criamos um sentimento incapaz de ter um fim, ou será que só eu sinto dessa forma?Como se tudo pudesse passar, se todas as pessoas que um dia eu julguei mais importantes tivessem ido embora e agora, só me restava você, só você seria o alguém que eu me importo, só você é capaz de movimentar todos os ritmos da maneira certa, sem eu precisar mudá-los.
Mas de que adianta se eu já não sei quem é você?Se o sentimento só existe em mim e só comigo ele permanece vivo e só comigo ele caminha.
Como se não bastasse uma carta, como se não bastassem as lágrimas, ou você me dizendo o quão incapaz seria de estar comigo, por aquilo que eu fiz, mais uma vez os erros inconfundíveis desvirtuando tudo que eu sempre quis.
E agora me resta a dúvida, já insisti tanto em uma coisa, em um sentimento que, mais uma vez, é só meu que não cabe mais em mim prolongá-lo.
Por quanto tempo mais ele vai existir, eu realmente não sei e essa dúvida machuca um pouco.Mas é de se afirmar, que mais uma vez, em um triângulo a minha preferência é você e que mais uma vez, eu mudaria o modo como as coisas caminham pra viver com você.E é uma pena que você já não queira mais um play, um violão e o mundo inteiro sumindo quando tocasse qualquer canção.É engraçado como rima... Como fica, como cisma, se tão pouco importa o que vai acontecer.
É estranho prever e é estranho viver da espera, estranho, sempre estranho.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

...

Quanto não se tem o que dizer, o que sentir, o que fazer, as pontuações parecem se encaixar perfeitamente nas frases inexistentes.
E são delas que eu falo e há um tempo, são delas que eu vivo, reticências, vírgulas, interrogações, exclamações, finalizações de frases que nem começarem e que tampouco terminarão.É como um ciclo, rodando sem fim e chegando sempre ao mesmo lugar, incapaz de se curvar e fazer de um outro modo é fechado, tanto quanto a bolha, que ao inves de sufocar, acalma.
Tudo parece fazer sentido, ao mesmo tempo que é tão surreal que parece uma história e até que ponto as histórias realmente são reais?Mais interrogações cabíveis em frases sem lógica.
É tão confuso, tão incerto que é capaz de transtornar e eu viveria transtornada nessa bolha lotada dos pontos se pudesse, só para não ter que encarar as frases completas, elas são tão assustadoras e conseguem estragar tanta coisa que é prefirível não dizê-las, nem ouvi-las.
Acontece que a realidade fura a bolha todos os dias e vomita frases inacabáveis em cada segundo, nunca dá pra distinguir se é o barulho do ar saindo da bolha trazendo a tona o cheiro da realidade que incomoda, ou se são as palavras cheias de vida e vontades que o fazem.Seja lá o que for, é terrível!
E todos os dias, antes da bolha começar aquele barulho irritante e das pessoas (que vão crescendo em um número pavoroso) começarem a jogar todas aquelas frases sem sentindo, que incluem repetidamente "eu, eu, eu" como uma vítrola estragada tocando a mesma parte da música mais irritante já gravada, eu desejo não desejar estar naquela bolha de novo e é quando tudo recomeça, igual o ciclo mencionado, ou qualquer outra coisa que não termina e quanto mais se desespera e se grita por um fim, mas acontece como as reticências "ditam", inacabável.
...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre nós dois.

Não sabia naquele momento se eram as flores ou você que perfumavam o ambiente, só sabia que era bom e me dava uma sensação diferente de qualquer outra já sentida.Estar ao seu lado era experimentar contínuas novidades, nunca sabia o que esperar, nem como seria e por isso era magnífico.
A espera me fazia querer que o tempo corresse para viver a surpresa de cada dia com você.
E aquele dia em especial, as flores, o campo, debaixo de uma árvore que nem se quisesse seria uma árvore qualquer, como nos filmes, fizemos questão de tatuar nosso nome nela, talvez ela tenha chorado um pouco, sofrido um pouco com os cortes do estilete, mas era um sofrimento de amor e esses sempre foram tão válidos que até eram gostosos de sentir.
Eu deitada em você, sentindo a brisa que chegava junto com o pôr-do-sol que chamava uma noite especial, não era uma data importante, preferimos não marcar um dia, nosso amor deveria ser celebrado todos os dias, não aniversariávamos e pouco importava o tempo em que estávamos juntos, o que queriamos era curti-lo e sabiamos exatamente como fazê-lo, você sabia exatamente como mudar um dia.
A árvore me jogou uma folha, não sei se foi inveja ou vergonha, só esta folha podia me cobrir, já não existia mais nada em meu corpo, nada que não fosse você, que não fossem as palavras, as risadas maliciosas que diziam que ali, naquele lugar aquelas pessoas se amavam e não era um simples amor, não era um pouco amor.Era amor, embora ninguém nunca soubesse o que ele realmente significava, eles sabiam que não existia nada mais que pudesse definir.
Ficamos ali, esperando a noite chegar e as estrelas encherem o céu, elas refletiam o seu olhar ou você as refletia brilhando como um raio pra mim, ou eram meus olhos que tinham um brilho especial quando te encontravam.
Ali, naquele momento, sem nada que pudesse concretizar, sem tempo, sem hora, sem lugar, só com o nosso nome tatuado em uma árvore, as estrelas testumanhando nosso amor e uma folha com vergonha por mim, eu vivi você e sabia exatamente não explicar o que era e por não ter explicação, era exatamente o que eu preciso e só o que eu preciso, você.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

De novo, você.

Todos os dias eu esperava, como em todas as noites eu chorava.
A sua presença já não estava aqui, se um dia ela estivesse as coisas teriam um novo rumo, uma nova vida.Não, eu não era você, embora trocasse de lugar pra te ver viver.
Já não sei mais no que acreditar, se ter você é tudo que eu queria agora, você afeta todos os meus momentos, todos os meus pensamentos de forma a mudar o ritmo de tudo que me envolve, que passa a te envolver.É a vida que eu vivo pra você saber que a vida vivida sem você, não tem graça.
As luzes ficam acessas, tenho medo de que você não me encontre no escuro e se perca, achando um outro alguém que te faça acreditar que te ame mais que eu, como se isso fosse possível, em qualquer mundo.Tanto quanto temo o dia que eu for até você, que me chamarem aí e você simplesmente não saber quem sou, essa dúvida é terrível, só não dói mais que a saudade e talvez nada mais me incomode tanto quanto a falta do que poderia ter sido com você.
Então, se ouvir, se souber, se lembrar, do jeito que for, volta pra mim.
Você fez questão de marcar território, em um lugar que era meu.Como se isso, só isso, fosse necessário pra me fazer lembrar você, o problema é que tudo lembra você, se é o lugar, se é a cor, se a roupa, o que for, é você que vem.
Em todos os momentos, desejando mais um momento, me desculpando por não fazer o momento, foi você quem quis escrever uma história repetida, eu não pude ser ela, ninguém poderá e isso é um fato que você terá que aceitar, as histórias não se repetem.Mas somos capazes de amar, repetidas vezes, até acertar.
Eu acertei você, eu errei você e soube exatamente como te perder.
Escrevi uma história no vento, ele quis levar consigo pra dizer pra todo mundo que isso nunca aconteceu, que nunca foi você e eu.
Só que o vento esqueceu de voltar, foi embora com você levando minha história pra lá.E fica passeando com ela, te levando pros cantos, sem se quer encostar em mim.
E agora no meu lugar, o território é só seu.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

B.


Muita coisa mudou desde o dia em que você se foi.A saudade é presente, não um presente gostoso de viver, incomoda, como olhar pro lado e não te ver, como imaginar uma vida sem você.
Subir um morro pra ter que te encontrar junto de tantos outros que se incubiram de cumprir seus dias de formas lindas, como a que você fez.A ideia de colocá-la em um lugar tão alto é genial, menciona o céu, o ruim é chegar e não te encontrar, nunca.Em lugar nenhum que não seja os meus sonhos, em lugar nenhum que não seja real.
Às vezes me indigno, grito, bato, mas me lembro que nada disso que trará de volta e chega a ser engraçado querer de volta, alguém que na verdade, nunca se foi.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Eu, você, nós.

Talvez eu chore um pouco e eu espero que não seja pecado se o fizer, é que você não entende, eu sempre tentei te trazer pra perto, de alguma maneira da pior maneira, você se afastava, por um tempo, eu vivi pra você, eu vivi por você.O mundo girava na intensidade em que você também fazia, era loucura viver de você, é loucura falar de você.
Você ainda vivi, não pra mim, eu ainda vivo, não pra você.E esperando incansavelmente que chegue o ponto em que serei necessária, o problema é que se esse ponto fosse chegar, ele já teria vindo.Não veio, não virá.
Cansa, mas eu insisto e minha insistência faz com que eu parece burra por te querer, burra por te perder.Não, não existe nada mais injusto do que o dia que eu te perdi e não pergunte se voltaria atrás, volto atrás todos os dias e os seguintes são tão perfeitos, eu e você.
Irônico, não?Não, não é, porque infelizmente somos eu e você e pronuncionar assim, sem que sejamos nós, sem conjugar no plural não é ironia, é tristeza.
Se eu pudesse reverter, se eu pudesse te trazer e fazer só eu e você, se transformar em nós de uma forma deliciosa, do nosso jeito, sempre no plural.
Trazer de volta aquele dia... Trazer você de volta, construir o nosso, o nós, a gente.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Inalterável.

Deixo guardado comigo, se não quiser pra você.
É incapacidade sua não me perdoar por um erro que eu não cometi e guardar isso por todos os dias como se a culpada realmente fosse eu, é excrucitante.Dói tanto quanto a sua falta, que traz um vazio absurdo e uma vontade de sair correndo pra te encontrar, ser forte nessas horas é tenebroso, assusta até a mim, que nunca tive medo de ser fraca.
E você continua ali, como se não quisesse me ver, se escondendo do que não pode deixar de existir, eu sinto e continua matando, cada vez mais, cada vez mais... Até morrer, é uma pena que nunca chegue a esse ponto, o sentimento não morre e isso mata ainda mais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

De novo, você.

Todos os dias eu esperava, como em todas as noites eu chorava.
A sua presença já não estava aqui, se um dia ela estivesse as coisas teriam um novo rumo, uma nova vida.Não, eu não era você, embora trocasse de lugar pra te ver viver.
Já não sei mais no que acreditar, se ter você é tudo que eu queria agora, você afeta todos os meus momentos, todos os meus pensamentos de forma a mudar o ritmo de tudo que me envolve, que passa a te envolver.É a vida que eu vivo pra você saber que a vida vivida sem você, não tem graça.
As luzes ficam acessas, tenho medo de que você não me encontre no escuro e se perca, achando um outro alguém que te faça acreditar que te ame mais que eu, como se isso fosse possível, em qualquer mundo.Tanto quanto temo o dia que eu for até você, que me chamarem aí e você simplesmente não saber quem sou, essa dúvida é terrível, só não dói mais que a saudade e talvez nada mais me incomode tanto quanto a falta do que poderia ter sido com você.
Então, se ouvir, se souber, se lembrar, do jeito que for, volta pra mim.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Toque e sempre vai tocar.


Foi assim, depois de fingir crescer que eu fiquei.
Buscando pelas mãos, abraços, pelo beijo de boa noite, pelo café da manhã pronto me esperando, pelo banho quente, pelas tardes de doces e sorrisos insaciáveis, acabou.
Acabou e eu tive que fingir que era grande o suficiente pra não sentir, pra não morrer por dentro toda vez que queria te ver, que queria seu carinho e amparo, tive que fingir ser forte por todos os dias que eu te quis por perto, por todas as noites que eu fiquei com medo, por todos os machucados físicos que pareciam doer muito mais interior do que exteriormente.
A casa ainda era grande, a presença era menor do que parecia e as lágrimas começaram a ser aceitáveis como rotina de saudade, como rotina de vontade, vontade de ser criança, vontade de ter por perto todo o amor que eu colhi, toda a vida que eu vivi, você, vocês... De volta.Como as mãos que se distanciam ao se tocar, sem querer ir embora, eu não quero ir embora!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Número seis.

O infinito vai além do que um simples desenho, ou do qualquer significado pré estabelecido como “ao infinito e além”, o infinito que hoje me pinta, que faz parte não mais apenas da minha história, mas do meu corpo, comporta momentos incalculáveis, inexplicáveis e muitas vezes inimagináveis.Comporta uma amizade de décadas, de anos, de meses, uma construção difícil, com quedas, até o último cimento cobrir todas os possíveis desmoronamentos e hoje, a tinta diz respeito à eternidade, ao que não convém ser explicado por palavras e mesmo que conviesse não seria aplicável a nenhuma palavra, a nenhum sentimento, porque vai além de qualquer que sejam essas palavras e sentimentos.

O infinito traz consigo risadas, lágrimas, porres, sorrisos falsos, brigas, saídas, conquistas, dias a toas, perdas, recaídas, o primeiro beijo, o primeiro amor, o gosto de todas as aventuras, as viagens, os namoros, as outras amizades que passaram por ele, o infinito traz um infinito de coisas junto com ele, o infinito traz a certeza clara de uma eternidade já concretizada, traz a cumplicidade e por fim, traz o amor , o amor que machuca, decepciona, acalma, abriga, o amor em sua forma mais bonita e mais crédula, a amizade.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

É como amanhecer de costas pro mundo, a solidão.E não que seja ruim, porque como tudo que depois se acostuma, a solidão se torna necesssária, como se fosse uma parte de você dizendo todos os dias o quanto é preciso que se isole, que se acumule, que se guarde.
E enquanto tudo isso acontece dentro de você, lá fora, o mundo ainda gira, outras pessoas se isolam, outras se acolhem e você se sente um peixe fora d'agua ao ver quão grande é o número dessas últimas e mais uma vez, sozinho.
A verdade é que, não precisamos de ninguém mesmo, somos auto suficientes e capazes de fazermos tudo sozinhos, mas de nada adianta sermos assim se formos vazios e é isso que os solitários são, vazios.
E é assim que eu me sinto, na maioria das vezes que estou sozinha... Vazia.