quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O novo amor

Quando eu fechei o olho pensei ter certeza, eu sabia o que eu ia fazer... Não ia mais esperar o final de semana, ia ser virtual mesmo, era isso que ele merecia, foi isso que ele me deu. No meu ato mais impensado e ao mesmo tempo pensado demais cheia de minhoca e ideias eu fiz mais uma vez o escândalo que ele mais odeia, pedi, implorei, exigi tanta coisa que ele se perdeu no que eu queria. Falei, falei, falei e cansei de falar. Fechei o olho de novo e pensei: egoísta, só pensa nele, será que algumas coisas são tão difíceis de se cumprir? Será que um compromisso é tão difícil de viver?
Decidi, não quero mais. Quem superou sete anos, supera alguns meses.
Fechei e abri o olho algumas - muitas - vezes na esperança de ter uma resposta qualquer a tudo que eu vomitei em cima dele. Nada, ele conseguia me prender e me impedir de fazer o que mais gosto: dormir.
De olhos fechados comecei a imaginar como seria supera-lo...
Toda a história de que eu tinha superado sete anos foi por água abaixo. Essa história era diferente, era real. Fiquei pensando em não ouvir aquela voz rouca que estremece meu corpo inteiro, fiquei pensando em não tremer inteira e ter o coração acelerado todas as vezes que ia encontra-lo como se fosse sempre a primeira vez, imaginei como seriam minhas noites de sono sabendo que não ia encontra-lo, a falta daquele nervosismo e daquelas milhões de borboletas no meu estômago esperando enlouquecidas a chegada dele, pensei nessa vontade indescritível que eu tenho de ficar do lado dele pro resto da vida, de trocar qualquer programa e de ser tão ridiculamente disponível que eu temo que ele me largue por isso. Imaginei que meus planos futuros só tinham ele, tudo que eu fosse fazer por um bom tempo tinha a presença dele.
Pensei tanto que a decisão que eu tinha tomado pareceu ridícula perto de tudo que eu sinto, perto de tudo que ele me faz e ele me faz o bem que durante muito tempo eu procurei.
Decidi, guardei meu orgulho, eu quero todas essas sensações por tempo indeterminado.
Foi nessa hora que eu tive certeza de duas coisas: a loucura que ele vê em mim, que diga-se de passagem é do tamanho do mundo, é proporcional a paixão que eu sinto. E ele tem razão, eu sou completamente maluca.