E às vezes que eu achava que a falta dele ia fazer um buraco dentro de mim, doía tanto pensar nas possibilidades e em como ele poderia estar vivendo tudo que eu não sei mais.
Eu achava que um dia ele ia chegar e se desculpar e dizer que estava certo quando disse que era só eu e que durante os anos que passamos separados ele se arrependeu por não ter me ligado, ele sofreu nos Natais, ele quis me procurar no mesmo carnaval e todas as chuvas foram de ensopar a alma porque não estávamos juntos. Ele nunca me ligou e na última vez que nos falamos ele disse que não sabia mais de mim, mas que esperava que eu estive bem.
A gente já não sabe mais e eu estive tão perdida. Nos últimos dias os últimos acontecimentos me fizeram querer ligar, eu não liguei, me fizeram querer dizer que estava ali, mas não era mais o meu abraço que iria afagar, não era mais o meu beijo que serviria de amparo para qualquer dor. Eu sofri sozinha sabendo que ele também estaria sofrendo.
Eu prometi que não falaria mais, não escreveria mais, pra mim, pra ele, pro mundo inteiro que não quer mais saber de nós dois, que não acredita mais na possibilidade de sermos de novo. Me disseram até que ele poderia casar, uma brincadeira tão sem graça quanto o espaço em branco sem lógica que ele deixou.
Tentei colocá-lo na terceira pessoa pra ver se ficava mais distante, só me fez querer estar mais perto.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Escrevi e não mandei
Hoje mais do que nunca eu senti saudade de você. A chuva? Pode ser.
Dedico ao cansaço dos dias, as pessoas superficiais que cada vez mais eu atraio pra minha vida, nessa incapacidade que eu tenho de te substituir. Caramba! Você ficaria decepcionadíssimo com quem eu me tornei, acho que nem eu me reconheço mais.
Hoje mais do que nunca eu queria poder te mandar um sms e esperar que você me levasse pra qualquer lugar longe de tudo. Sinto saudade de como tudo sumia quando você estava do meu lado, sim do meu lado, fisicamente. Só saber que você poderia estar nunca foi o suficiente, precisava na minha doença maluca te sentir, te tocar e ter certeza que você estava ali. Vivi enlouquecida o ano que passamos separados pelo geografia da vida.
Vivo mais um ano enlouquecida tentando te encontrar a cada passo que eu dou, a cada toque que eu recebo. Hoje mais do que nunca eu queria poder te tocar.
Você não deve fazer ideia de como meus dias correm, talvez pelas milhares de coisas que eu publico você faça, mas não do jeito que eu queria que você soubesse. Sinto saudade da falta de importância que você dava pros meus problemas, tudo era tão leve do seu lado, menos o amor que eu sentia. Esse não.
Uma vez conversando com uma amiga em comum falando sobre um dos muitos casos que eu tive depois de você, disse que essa pessoa despertava o que de melhor existia em mim e que nunca na vida senti algo parecido. Ela, obviamente sabendo da minha obsessão por você me perguntou sobre como eu me sentia em relação a você e era um sentimento tão pesado que eu disse "não, ele não, ele despertava o que tinha de pior em mim" minha ira, meus piores defeitos, aqueles que a gente tenta esconder pra sociedade para parecermos mais saudáveis mentalmente. E ainda assim, mesmo sendo o monstro do lago negro do seu lado hoje mais do que nunca tudo que eu queria era esquecer que existe sociedade querendo que eu seja normal, esquecer que o mundo acontece lá fora e passar com você todo o tempo que perdemos longe um do outro.
Hoje mais do que nunca eu queria ser quem eu fui com você, boa, má, sofrendo ou não. Só eu e você.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Doce Novembro
Não é que eu não sinta falta, eu sinto. Sinto falta de tudo que eu fui em pouco tempo, de tudo que eu aprendi com você.
O mais engraçado disso tudo é que no começo as minhas manias te irritavam em extremo desespero, no meio você se acostumou e no final já era como se as minhas manias fossem suas.
Talvez a gente tenha ido rápido demais, te permiti muito cedo a ouvir as confissões que eu fazia no meio da madrugada. Deixei que você me acordasse de repente só pra saber que eu estava lá e você fazia, sem saber o poder que eu dou nas mãos de alguém que pode me acordar.
Aprendi a atender o telefone da forma comum, como as pessoas normais fazem e no último dia que você me ligou, foi você quem atendeu de maneira errada, minhas manias sendo explicita e deliciosamente suas.
Eu casei você em mim no momento em que você teve medo de me perder e eu percebi que tinha importância, deixando você ser importante. Não deixei de ir uma vez se quer pro lugar que era "nossa casa" pelo menos duas vezes na semana.
A gente se descobriu tão igual e tão diferente e fomos ficando e de ficar, casamos. Você foi e eu pedi que por favor, me deixasse te reescrever, de repente você surge me perguntando se pode ficar e eu deixo você entrar com o pior humor do mundo que sempre te prendeu a mim.
E é por isso que, apesar de não parecer, eu sinto falta. Sinto falta do que eu sentia brigando sobre coisas banais como a toalha em cima da cama. Sinto falta da louça em cima da pia e as recompensas que quem lavasse recebia, essas recompensas sempre deixavam a louça pra mais tarde.
Aprendi a ser mais leve com você a não me importar com as ligações do dia seguinte, não fazia questão de tê-las, tinhamos nosso espaço e era só disso que eu precisava. Mais uma vez desmereci qualquer título, não por falta de merecimento, por não ter necessidade.
E de repente a gente foi arrastando esse casamento de duas, três vezes por semana como quem arrasta um de anos, como quem fica junto por comodismo, por pele ou sei lá por que.
Eu te agradeço por me entregar algumas chaves da sua vida, te agradeço por me fazer parte dela e o principal, te agradeço por não me procurar depois de eu ter entregue novamente as chaves.
E agora que você sem medo sabe que um dia foi texto meu, sabe também que eu sinto falta, que me ensinou a ser menos distante. Dentre todas as outras coisas que eu aprendi nas partes do dia que ficávamos juntos, dentre todas as sensações que eu experimentei acordando do seu lado e sentindo tudo que a gente sentia estando junto, eu aprendi a ser mais eu e isso fez as ligações serem mais comuns, os dias serem mais alegres e o resto do mundo ser mais divertido.
O que eu vivi nessas fases de leão, nessa ânsia de estar perto, nessas ligações repentinas, na raiva das brigas, o que eu vivi apagando o seu telefone da minha lista de contato e recolocando como se você estivesse entrando na minha vida de novo, faz falta.
Faz falta o seu sorriso sem graça, as coisas que você me dizia sem pensar que a gente guarda pra gente, faz o pedido pra ficar mais um pouco, as milhões de ideias pra faltar o trabalho do dia seguinte só pra gente ficar um tempinho junto, faz falta a chave ser minha, o calor ser meu...
E peguei minhas coisas pra não sentir saudade de voltar, devolvi a chave pra não aparecer de repente sentindo saudade do que quer que seja e não é porque eu não apareço que a saudade não vem.
Dessa vez eu não quero te reescrever, só quero te dizer que "this song is about you".
O mais engraçado disso tudo é que no começo as minhas manias te irritavam em extremo desespero, no meio você se acostumou e no final já era como se as minhas manias fossem suas.
Talvez a gente tenha ido rápido demais, te permiti muito cedo a ouvir as confissões que eu fazia no meio da madrugada. Deixei que você me acordasse de repente só pra saber que eu estava lá e você fazia, sem saber o poder que eu dou nas mãos de alguém que pode me acordar.
Aprendi a atender o telefone da forma comum, como as pessoas normais fazem e no último dia que você me ligou, foi você quem atendeu de maneira errada, minhas manias sendo explicita e deliciosamente suas.
Eu casei você em mim no momento em que você teve medo de me perder e eu percebi que tinha importância, deixando você ser importante. Não deixei de ir uma vez se quer pro lugar que era "nossa casa" pelo menos duas vezes na semana.
A gente se descobriu tão igual e tão diferente e fomos ficando e de ficar, casamos. Você foi e eu pedi que por favor, me deixasse te reescrever, de repente você surge me perguntando se pode ficar e eu deixo você entrar com o pior humor do mundo que sempre te prendeu a mim.
E é por isso que, apesar de não parecer, eu sinto falta. Sinto falta do que eu sentia brigando sobre coisas banais como a toalha em cima da cama. Sinto falta da louça em cima da pia e as recompensas que quem lavasse recebia, essas recompensas sempre deixavam a louça pra mais tarde.
Aprendi a ser mais leve com você a não me importar com as ligações do dia seguinte, não fazia questão de tê-las, tinhamos nosso espaço e era só disso que eu precisava. Mais uma vez desmereci qualquer título, não por falta de merecimento, por não ter necessidade.
E de repente a gente foi arrastando esse casamento de duas, três vezes por semana como quem arrasta um de anos, como quem fica junto por comodismo, por pele ou sei lá por que.
Eu te agradeço por me entregar algumas chaves da sua vida, te agradeço por me fazer parte dela e o principal, te agradeço por não me procurar depois de eu ter entregue novamente as chaves.
E agora que você sem medo sabe que um dia foi texto meu, sabe também que eu sinto falta, que me ensinou a ser menos distante. Dentre todas as outras coisas que eu aprendi nas partes do dia que ficávamos juntos, dentre todas as sensações que eu experimentei acordando do seu lado e sentindo tudo que a gente sentia estando junto, eu aprendi a ser mais eu e isso fez as ligações serem mais comuns, os dias serem mais alegres e o resto do mundo ser mais divertido.
O que eu vivi nessas fases de leão, nessa ânsia de estar perto, nessas ligações repentinas, na raiva das brigas, o que eu vivi apagando o seu telefone da minha lista de contato e recolocando como se você estivesse entrando na minha vida de novo, faz falta.
Faz falta o seu sorriso sem graça, as coisas que você me dizia sem pensar que a gente guarda pra gente, faz o pedido pra ficar mais um pouco, as milhões de ideias pra faltar o trabalho do dia seguinte só pra gente ficar um tempinho junto, faz falta a chave ser minha, o calor ser meu...
E peguei minhas coisas pra não sentir saudade de voltar, devolvi a chave pra não aparecer de repente sentindo saudade do que quer que seja e não é porque eu não apareço que a saudade não vem.
Dessa vez eu não quero te reescrever, só quero te dizer que "this song is about you".
domingo, 5 de fevereiro de 2012
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Mas eu ainda te desejo força pra conquistar todos os seus sonhos, não importa onde eu esteja ou com quem eu esteja, vou estar sempre com você. Acho que é esse o verdadeiro sentido da promessa, estarmos juntos independente de estarmos com alguém e acho que só agora eu percebi o que isso significava.
Foi bom pra gente essa quase-volta, precisávamos da certeza de que chegamos ao fim, precisávamos colocar um ponto final em palavras onde os dois concordassem que não chegaríamos mais a lugar nenhum. Te tenho como a minha eterna reticências, talvez pelo que eu disse quando nos despedimos de que não consigo imaginar uma vida em que sejamos separados, não é a primeira vez e com certeza não será a última que eu digo que não consigo viver uma vida em que você não está presente, seja do jeito que for. Por muitos anos minha vida foi isso, foi essa loucura que fomos e nunca foi fácil nos nossos inúmeros términos aceitar que dali pra frente não teria todas as enormes alegrias que eu tive do seu lado.
Nunca tive medo de dizer e talvez por isso eu tenha tanta certeza de que o que eu senti foi verdadeiro e sei que da sua parte não é diferente, somos os seis anos incansáveis na tentativa de fazer dar certo. Não deu, até que ponto realmente conseguiríamos levar? Só porque não entendíamos o real sentido da promessa que uma vez fizemos... Talvez a gente não quisesse aceitar que as coisas boas também acabam e não sei por que agora a gente consegue, mas é bom sair com a certeza de que tudo que fizemos, mesmo nas brigas, foi tentar.
E mais uma vez, desejo que você tenha as melhores coisas do mundo, que você encontre alguém e talvez até este alguém que hoje te acompanha (a gente cansa de brincar, mas o futuro nunca esteve em nossas mãos mesmo) e eu vou continuar rogando minhas pragas pra você nunca ter o que teve comigo. Prometo que vou lembrar de cada mínima sílaba das frases “você sempre vai ser única” e eu repito (incrível a forma como você me torna repetitiva) você sempre vai ser você.
Sei que prometi não escrever mais sobre você e sei que você prometeu que não iria mais ler o que eu escrevo porque não queria me ver falando de você, olha bem onde estamos agora.
Mas eu só queria confirmar tudo que eu te disse na última conversa, eu não vou mais procurar “someone like you” e vou continuar tendo todas as sensações esquisitas quando vir sua “bubbly face” (aposto que agora você tá caindo pra trás com gargalhadas e fazendo aquelas mil caretas que eu amo). Eu te amo em cada detalhe seu, das gotas de chocolate que você tem esparramadas, do seu sorriso indescritível, do seu olho tipo o meu que seria perfeito pros nossos filhos serem como queríamos que fossem, amo todo o seu jeito estranho e nem aí, essa sua má vontade e essa sua paixão por coisas que eu nem chego perto de gostar. Os telefonemas com “fala muito doida”, eu amo, não amei, amo.
E eu só queria mesmo conseguir escrever tudo que eu te disse pra ver se fica sendo mais real, só queria que você voltasse aqui (e eu sei que vai) e se certificasse que essa foi a única promessa que eu não cumpri e que com a gente daqui pra frente vai ser assim. A gente combinou que acabou, a gente se despediu pela milésima vez sempre da forma mais difícil e não pela primeira vez, pela primeira de mil... Não teve mensagem dizendo que não da pra descrever o que é estar junto, não teve e-mail de desculpa, não teve ligação, pela primeira vez a gente acabou assim com um ponto final.
E é daqui que eu começo a escrever minha primeira história sem você, é daqui que a gente fecha o livro e tenta aprender a ver as outras paisagens, a gente consegue, eu sei... Mas até que pode a gente realmente quer?
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Bubbly
E ai me lembraram, que tudo que eu queria mesmo era esquecer.
E eu pedi tanto, por favor, nem precisa daquela palhaçada de três palavrinhas só me pede pra ficar, só cuida de mim. E você só conseguia dizer as tais palavras, completamente em vão que iam embora com a chuva.
Agora outra pessoa faz todas aquelas coisas que eu fazia, como se alguém estivesse no meu lugar, um lugar que nunca foi verdadeiramente meu. E numa doença enlouquecida eu me pego pensando se você consegue ir pro escorrega com ela, se você é capaz de pegá-la no colo só pra sair correndo enquanto ela grita pro mundo inteiro a felicidade que é estar do seu lado. Sempre penso se ela consegue dividir a pipoca com você ou se você se acostumou a comprar os dois sacos depois de mim. E eu queria que você não fosse capaz de sair correndo na chuva do lado dela, porque eu nunca fui capaz de tomar chuva sem lembrar de você e isso me torna tão pequena e te coloca tão grande.
E eu queria te ligar pra pedir desculpa por ter mentido daquela vez que disse que ia gritar pro mundo que não queria mais você, eu queria que alguém pudesse acreditar nisso, mas alguém sempre, sempre me lembra.
Fiquei repetitiva de novo, falando as mesmas coisas pras mesmas pessoas, esperando as mesmas coisas das mesmas pessoas. Se alguma coisa sempre me leva até você, por que dessa vez tem demorado tanto? E aquela promessa de que não importa com quem a gente viva, a gente sempre vai ficar junto, foi desfeita também?
Eu queria te contar que trocaram aquele nosso sofá, aquela nossa televisão, queria te contar tanta coisa... Que mesmo a vida continuando eu sempre penso em você, que hoje eu tomei um banho de chuva e um desconhecido me ofereceu carona na sombrinha e eu lembrei tanto da gente e fiquei dançando você e sonhando você.
E essa época do ano que eu sempre passei do seu lado, que eu sempre liguei e você sempre fez a mesma palhaçada durante todos os anos que passamos assim, eu não esqueci... Eu só não quis lembrar e lembrei.
Eu dormia e pedia “por favor, por favor, volta!”, sei lá da um jeito, lembra do barquinho, da praça, da TV, do sofá, da bala. Lembra da escada, da minha carta vergonhosa de 10 folhas que lembrava de tudo e te pedia pra ficar, lembra das mensagens, das primeiras principalmente que eram indescritíveis (você sabe que minha loucura me fez decorar todas elas). Lembra que “you make me smile even Just for while”, lembra que você me prometeu que se fosse alguém, seria eu. Por favor, me chama pra dançar, me faz rir de novo e diz que você vai fazer de tudo pra não me perder.
E eu acordo e peço “por favor, por favor, volta!” e nada acontece.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
You probably think this song is about you.
Apaguei, escrevi, apaguei...
Eu queria dizer algumas coisas, eu só... Não podia!
Queria dizer que a primeira vez que eu te vi não foi como se eu tivesse vendo o homem mais lindo do mundo e foi engraçado você já saber de algumas coisas e me perguntar se eu um dia escreveria sobre você. Acho que seu medo foi tão grande que tudo que sai agora de forma compulsiva e chata, é sobre você, sobre o seu nome que eu não digo, sobre o seu rosto que eu não vejo, sobre o seu cheiro que eu não sinto. É sobre ser você, sobre ter você, sobre perder você.
A primeira vez que eu te vi, eu deixei você entrar sem saber por quê e você foi... você! Um mistério que eu tento entender, o cara fofo, o assunto das ligações do dia seguinte. Você foi a mensagem surpreendente do dia seguinte e do outro e do outro.
E você foi entrando... E "da segunda vez que eu estive aqui, já não foi pra me distrair" e eu descobri a sensação inexplicável que é acordar do seu lado, que é sentir teu cheiro antes de sonhar com ele, que é ter sua perna em volta da minha e seus dedos do pé brincando com os meus e seus dedos da mão nas minhas, enquanto você me abraça e respira no meu pescoço de propósito.
O dia seguinte deliciosamente vivido sem nenhuma mensagem sua, respeitando o limite que eu com a minha mania ridícula de controle, impus pra gente. E de alguma forma você quebrou o limite e disse que não dormiria mais uma noite se quer sem mim e eu me rendi, sem saber mais uma vez por quê.
E de um jeito mais forte eu fui ficando, fui acordando e os dias foram acordando comigo e meu sorriso sem motivo e sem hora, a vontade de chegar logo a noite pra dormir com seus braços sobre mim, de acordar com você dizendo que eu roubei toda a coberta e me pedindo pra ficar mais um pouco que era muito cedo.
O encanto acabou e você passou a ter o nome do típico cara da arquibancada e você provavelmente já tenha lido alguma história do menino da arquibancada que eu tenha escrito e você se coloca na posição de importância, como teve o outro.
Você se desculpa, sem se desculpar e eu te desculpo, sem te desculpar e a gente não acorda mais junto porque você ultrapassou o limite que eu criei pra gente, mas você insiste porque você quer e sabe que eu quero (agora você sabe que eu quero), que se eu pensar em desistir... Se eu pensasse em desistir, você não ia deixar.
Mas vindo da selva, você não aguenta... E precisa que eu te precise e eu te preciso tanto sem você saber, eu te quero tanto sem você saber e você deixou eu desistir.
Agora a gente não acorda mais junto, agora o sorriso não está mais no rosto e eu te peço tanto pra ficar, pra acordar, pra reclamar do meu jeito estranho, do meu sorriso estúpido, da minha voz irritada. Pra dizer que você me quer durante todos os dias da semana e durante todas as horas do final de semana, pra perguntar como foi a semana, pra ligar pra contar as coisas boas e simplesmente ficar junto.
Eu quero que você me faça voltar no meio da tarde pra ficar do seu lado fazendo nada, eu quero que você volte no meio de um trabalho pra ficar comigo fazendo nada. Eu quero continuar colocando minhas roupas no armário e trocando os lençóis.
Eu quero a gente em intensidade e não em tempo, eu quero 10, 20 e 40.
Apaguei você, escreve de novo?
Eu queria dizer algumas coisas, eu só... Não podia!
Queria dizer que a primeira vez que eu te vi não foi como se eu tivesse vendo o homem mais lindo do mundo e foi engraçado você já saber de algumas coisas e me perguntar se eu um dia escreveria sobre você. Acho que seu medo foi tão grande que tudo que sai agora de forma compulsiva e chata, é sobre você, sobre o seu nome que eu não digo, sobre o seu rosto que eu não vejo, sobre o seu cheiro que eu não sinto. É sobre ser você, sobre ter você, sobre perder você.
A primeira vez que eu te vi, eu deixei você entrar sem saber por quê e você foi... você! Um mistério que eu tento entender, o cara fofo, o assunto das ligações do dia seguinte. Você foi a mensagem surpreendente do dia seguinte e do outro e do outro.
E você foi entrando... E "da segunda vez que eu estive aqui, já não foi pra me distrair" e eu descobri a sensação inexplicável que é acordar do seu lado, que é sentir teu cheiro antes de sonhar com ele, que é ter sua perna em volta da minha e seus dedos do pé brincando com os meus e seus dedos da mão nas minhas, enquanto você me abraça e respira no meu pescoço de propósito.
O dia seguinte deliciosamente vivido sem nenhuma mensagem sua, respeitando o limite que eu com a minha mania ridícula de controle, impus pra gente. E de alguma forma você quebrou o limite e disse que não dormiria mais uma noite se quer sem mim e eu me rendi, sem saber mais uma vez por quê.
E de um jeito mais forte eu fui ficando, fui acordando e os dias foram acordando comigo e meu sorriso sem motivo e sem hora, a vontade de chegar logo a noite pra dormir com seus braços sobre mim, de acordar com você dizendo que eu roubei toda a coberta e me pedindo pra ficar mais um pouco que era muito cedo.
O encanto acabou e você passou a ter o nome do típico cara da arquibancada e você provavelmente já tenha lido alguma história do menino da arquibancada que eu tenha escrito e você se coloca na posição de importância, como teve o outro.
Você se desculpa, sem se desculpar e eu te desculpo, sem te desculpar e a gente não acorda mais junto porque você ultrapassou o limite que eu criei pra gente, mas você insiste porque você quer e sabe que eu quero (agora você sabe que eu quero), que se eu pensar em desistir... Se eu pensasse em desistir, você não ia deixar.
Mas vindo da selva, você não aguenta... E precisa que eu te precise e eu te preciso tanto sem você saber, eu te quero tanto sem você saber e você deixou eu desistir.
Agora a gente não acorda mais junto, agora o sorriso não está mais no rosto e eu te peço tanto pra ficar, pra acordar, pra reclamar do meu jeito estranho, do meu sorriso estúpido, da minha voz irritada. Pra dizer que você me quer durante todos os dias da semana e durante todas as horas do final de semana, pra perguntar como foi a semana, pra ligar pra contar as coisas boas e simplesmente ficar junto.
Eu quero que você me faça voltar no meio da tarde pra ficar do seu lado fazendo nada, eu quero que você volte no meio de um trabalho pra ficar comigo fazendo nada. Eu quero continuar colocando minhas roupas no armário e trocando os lençóis.
Eu quero a gente em intensidade e não em tempo, eu quero 10, 20 e 40.
Apaguei você, escreve de novo?
sábado, 21 de maio de 2011
Gonzo e Parafuso
Existia tormento, existia dúvida, existia angústia, existia impaciência, horror, tristeza, desamparo, loucura e medo e uma asa quebrada e existia desencanto e esperança e a lembrança da minha infância e eu brincando num jardim e existia um sorriso achatad e existia regozijo e uma alegria exaurida, um cansaço fingido, porque havia ambição, e existia uma menina e ela sonhava, mas era um pesadelo que já foi meu, meu de quando menina e existia sono agitado e suor frio, via-me nua em uma festa entre pessoas conhecidas que de dedo em riste riam de mim e existia eu sentada na cama, as luzes apagadas, e existia ua menina sozinha e existia eu sozinha, um calafrio puro, meu, sómeu e eu transpirava e a roupa grudava no meu corpo, no meu corpo de menina, no meu corpo de mulher, e existia uma moeda de ouro e uma boca cheia de dentes que me mordia, doía, COMO doía, mas existia fé e existia Nossa Senhora e existia Jesus Cristo e existia Deus pra quem eu pedia muitas coisas,além de um bom marido, e existia a culpa e o perdão.
Não existia passagem secreta, não existia saída, só se existia eu, eu e uma cadeira, eu e um pernilongo, eu e uma estranha, eu e uma família, eu e um poema, eu e um céu, eu e um espelho que reflete tudo e tudo que é, é questionável e tudo que foi talvez não tenha sido.
Não existia passagem secreta, não existia saída, só se existia eu, eu e uma cadeira, eu e um pernilongo, eu e uma estranha, eu e uma família, eu e um poema, eu e um céu, eu e um espelho que reflete tudo e tudo que é, é questionável e tudo que foi talvez não tenha sido.
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