domingo, 13 de julho de 2014

Azedo.

Tire esse azedume do meu peito.
E foi assim que começou o ano, fiz de tudo pra gente não comemorar esse terceiro ano de despedida, fiz de tudo pra não lembrar de todas as falas, frases, acontecimentos. Ela também, fez de tudo pra que você não me encontrasse, não me olhasse, não lembrasse.
A gente cruzou o olhar logo no primeiro minuto de festa, nos vimos de longe sem sorrir. Que graça tem, afinal?
Antes mesmo de chegar eu já lembrava das coisas feitas nas muitas saídas que passaram. Antes mesmo de sair eu já tinha medo de te fazer presente mais uma vez. Me obriguei, eu precisava superar todas as coisas que eu sentia sem razão, eu precisava não ficar sem chão toda vez que te via e agora que te vejo uma vez por ano resolvi perder o chão pro resto dos dias.
Sozinho, com ela, comigo, sorrindo.
Uma cascata de chocolate só pra finalizar as gargalhadas que eu te vi dando, só pra relembrar nosso ano de cascata, sua pinta de chocolate.
Eu não faço mais isso. Eu não sou mais essa pessoa.
Você olha? Você sente?
Indo embora cheia de saudade que não larga e que diz que se hoje sem você eu sofro tanto, é só a certeza de um amor.