Acho que às vezes você precisa de motivos para estar triste ou de solidão para se sentir sozinho.
Muitas vezes fiquei triste sem saber se tinha um motivo, muitas vezes me senti sozinha rodiada de pessoas.
Tudo que eu sempre procurei foi me enfeitar de pedidos, me desfazer de promessas e me manter perto de qualquer problema, sempre foi mais fácil criar problemas que não teriam que vir com respostas. Nunca esperei que os meus viessem com algum manual que disesse quando tudo acabaria, sempre tive dificuldade em terminar coisas e sempre me coloquei em círculos infinitos esperançosos de coisas que nunca começaram.
Prefiro me confundir a me resolver, assim tudo fica complicado demais para simplificar e decidir.
Todas as decisões que eu tomei até hoje me trouxeram mais problemas, talvez por isso eu as tenha tomado, no fundo eu sabia que viria um pouco mais de adrenalina, um pouco mais de sofrimento.
Procura-se por algo que não se pode ter e vai à luta como se a luta fizesse conseguir e me culpo eternamente por não ter conseguido, até vir algo mais estigante e lá vamos nós de novo, tentar ter alguma coisa que não será nossa.
Planos despeçados, decepções inúmeras e muitos, muitos pequenos problemas que sempre tiveram proporções enormes.
Enquanto eu prefiro me esconder nas confusões e nunca me fazer entender em soluções, as respostas vão chegando e indo embora com facilidade aterrorizante e eu sempre me pergunto se eu deveria procurar por elas dessa vez, mas sempre estou ocupada depois procurando por uma outra confusão.
E começa todo o círculo de novo, como uma droga que me mantém em alta, como uma porção de coisas sem valor que me enriquecem, como esconder tudo que você sempre quis e não saber ao certo o que é.
Vivo me perdendo e nunca procuro me achar, tenho medo de me descobrir a solução e não pretendo entender.