quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Número seis.

O infinito vai além do que um simples desenho, ou do qualquer significado pré estabelecido como “ao infinito e além”, o infinito que hoje me pinta, que faz parte não mais apenas da minha história, mas do meu corpo, comporta momentos incalculáveis, inexplicáveis e muitas vezes inimagináveis.Comporta uma amizade de décadas, de anos, de meses, uma construção difícil, com quedas, até o último cimento cobrir todas os possíveis desmoronamentos e hoje, a tinta diz respeito à eternidade, ao que não convém ser explicado por palavras e mesmo que conviesse não seria aplicável a nenhuma palavra, a nenhum sentimento, porque vai além de qualquer que sejam essas palavras e sentimentos.

O infinito traz consigo risadas, lágrimas, porres, sorrisos falsos, brigas, saídas, conquistas, dias a toas, perdas, recaídas, o primeiro beijo, o primeiro amor, o gosto de todas as aventuras, as viagens, os namoros, as outras amizades que passaram por ele, o infinito traz um infinito de coisas junto com ele, o infinito traz a certeza clara de uma eternidade já concretizada, traz a cumplicidade e por fim, traz o amor , o amor que machuca, decepciona, acalma, abriga, o amor em sua forma mais bonita e mais crédula, a amizade.