Mais uma vez, vivendo o mesmo dilema, com características diferentes e um outro alguém diferente.Talvez isso seja importante, talvez não faça a menor diferente.
A questão não é o outro alguém, não agora.O problema aqui é você, somos nós.
Criamos um sentimento incapaz de ter um fim, ou será que só eu sinto dessa forma?Como se tudo pudesse passar, se todas as pessoas que um dia eu julguei mais importantes tivessem ido embora e agora, só me restava você, só você seria o alguém que eu me importo, só você é capaz de movimentar todos os ritmos da maneira certa, sem eu precisar mudá-los.
Mas de que adianta se eu já não sei quem é você?Se o sentimento só existe em mim e só comigo ele permanece vivo e só comigo ele caminha.
Como se não bastasse uma carta, como se não bastassem as lágrimas, ou você me dizendo o quão incapaz seria de estar comigo, por aquilo que eu fiz, mais uma vez os erros inconfundíveis desvirtuando tudo que eu sempre quis.
E agora me resta a dúvida, já insisti tanto em uma coisa, em um sentimento que, mais uma vez, é só meu que não cabe mais em mim prolongá-lo.
Por quanto tempo mais ele vai existir, eu realmente não sei e essa dúvida machuca um pouco.Mas é de se afirmar, que mais uma vez, em um triângulo a minha preferência é você e que mais uma vez, eu mudaria o modo como as coisas caminham pra viver com você.E é uma pena que você já não queira mais um play, um violão e o mundo inteiro sumindo quando tocasse qualquer canção.É engraçado como rima... Como fica, como cisma, se tão pouco importa o que vai acontecer.
É estranho prever e é estranho viver da espera, estranho, sempre estranho.