quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Toque e sempre vai tocar.


Foi assim, depois de fingir crescer que eu fiquei.
Buscando pelas mãos, abraços, pelo beijo de boa noite, pelo café da manhã pronto me esperando, pelo banho quente, pelas tardes de doces e sorrisos insaciáveis, acabou.
Acabou e eu tive que fingir que era grande o suficiente pra não sentir, pra não morrer por dentro toda vez que queria te ver, que queria seu carinho e amparo, tive que fingir ser forte por todos os dias que eu te quis por perto, por todas as noites que eu fiquei com medo, por todos os machucados físicos que pareciam doer muito mais interior do que exteriormente.
A casa ainda era grande, a presença era menor do que parecia e as lágrimas começaram a ser aceitáveis como rotina de saudade, como rotina de vontade, vontade de ser criança, vontade de ter por perto todo o amor que eu colhi, toda a vida que eu vivi, você, vocês... De volta.Como as mãos que se distanciam ao se tocar, sem querer ir embora, eu não quero ir embora!