Talvez eu chore um pouco e eu espero que não seja pecado se o fizer, é que você não entende, eu sempre tentei te trazer pra perto, de alguma maneira da pior maneira, você se afastava, por um tempo, eu vivi pra você, eu vivi por você.O mundo girava na intensidade em que você também fazia, era loucura viver de você, é loucura falar de você.
Você ainda vivi, não pra mim, eu ainda vivo, não pra você.E esperando incansavelmente que chegue o ponto em que serei necessária, o problema é que se esse ponto fosse chegar, ele já teria vindo.Não veio, não virá.
Cansa, mas eu insisto e minha insistência faz com que eu parece burra por te querer, burra por te perder.Não, não existe nada mais injusto do que o dia que eu te perdi e não pergunte se voltaria atrás, volto atrás todos os dias e os seguintes são tão perfeitos, eu e você.
Irônico, não?Não, não é, porque infelizmente somos eu e você e pronuncionar assim, sem que sejamos nós, sem conjugar no plural não é ironia, é tristeza.
Se eu pudesse reverter, se eu pudesse te trazer e fazer só eu e você, se transformar em nós de uma forma deliciosa, do nosso jeito, sempre no plural.
Trazer de volta aquele dia... Trazer você de volta, construir o nosso, o nós, a gente.