segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre nós dois.

Não sabia naquele momento se eram as flores ou você que perfumavam o ambiente, só sabia que era bom e me dava uma sensação diferente de qualquer outra já sentida.Estar ao seu lado era experimentar contínuas novidades, nunca sabia o que esperar, nem como seria e por isso era magnífico.
A espera me fazia querer que o tempo corresse para viver a surpresa de cada dia com você.
E aquele dia em especial, as flores, o campo, debaixo de uma árvore que nem se quisesse seria uma árvore qualquer, como nos filmes, fizemos questão de tatuar nosso nome nela, talvez ela tenha chorado um pouco, sofrido um pouco com os cortes do estilete, mas era um sofrimento de amor e esses sempre foram tão válidos que até eram gostosos de sentir.
Eu deitada em você, sentindo a brisa que chegava junto com o pôr-do-sol que chamava uma noite especial, não era uma data importante, preferimos não marcar um dia, nosso amor deveria ser celebrado todos os dias, não aniversariávamos e pouco importava o tempo em que estávamos juntos, o que queriamos era curti-lo e sabiamos exatamente como fazê-lo, você sabia exatamente como mudar um dia.
A árvore me jogou uma folha, não sei se foi inveja ou vergonha, só esta folha podia me cobrir, já não existia mais nada em meu corpo, nada que não fosse você, que não fossem as palavras, as risadas maliciosas que diziam que ali, naquele lugar aquelas pessoas se amavam e não era um simples amor, não era um pouco amor.Era amor, embora ninguém nunca soubesse o que ele realmente significava, eles sabiam que não existia nada mais que pudesse definir.
Ficamos ali, esperando a noite chegar e as estrelas encherem o céu, elas refletiam o seu olhar ou você as refletia brilhando como um raio pra mim, ou eram meus olhos que tinham um brilho especial quando te encontravam.
Ali, naquele momento, sem nada que pudesse concretizar, sem tempo, sem hora, sem lugar, só com o nosso nome tatuado em uma árvore, as estrelas testumanhando nosso amor e uma folha com vergonha por mim, eu vivi você e sabia exatamente não explicar o que era e por não ter explicação, era exatamente o que eu preciso e só o que eu preciso, você.