quinta-feira, 4 de março de 2010

Teto para desabar.

Todos os dias passavam assim, alguma coisa sempre me trazia você, dando-me lembranças que eu nunca tivera e que nunca terei.
Era bem difícil encarar a realidade sem você nela, doloroso, já não sei haviam pedaços a serem arrancados, se o pouco que você deixou comigo foi arrancado a medida que a sua auseência se fazia mais presente.Era insuportável encará-la, tirou de mim toda a paz, causou uma dor incomporável a qualquer dor física, era muito mais que uma ferida no corpo que se fechava com o tempo, ou com pontos, era uma ferida aberta, escancarado, sangrando compulsivamente uma quantidade absurda.
Às vezes eu pensava que era por isso que eu gostava da solidão, era um momento tão nosso, aonde eu realmente podia sentir você comigo, ou pelo menos, imaginar isso.A gente tende a fantasiar situações, quando realmente quer que elas acontençam e sozinha eu era capaz de imaginar um mundo perfeito em que você era presente, um mundo nosso, lindo.Mas o que se escondia por trás da perfeição era tão sombio que me lembrava tudo de novo, de forma cruel que aquele mundo não existia, me lembrando que não importava o quão boa era a minha fantasia ela não me dava a real largura do seu sorriso, ou o som das suas gargalhadas, não dava a intensidade dos seus olhos, o quanto poderiam ser tristes quando choravam e como expressavam felicidade, não davam o calor do seu abraço ou o saber do seu beijo, eram fantasias e por mais perfeitas que parecessem, não passavam disso, jamais sairiam da minha cabeça.E já não existiam mais pedaços de mim que pudessem aguentar isso, já não existia mais solidão que suprisse a sua falta, já não adiantavam todas as pequenas coisas me lembrarem você, eram só lembranças e nenhuma delas faziam verdadeiramente você estar aqui.