quarta-feira, 7 de abril de 2010

Papel de carta.

Procurando por certezas encontrei um papel que nem era tão velho quanto aparentava cheio de frases minhas, escritas pra você.
Eram frases absurdamente sinceras que eu não sabia que conseguiria escrever um dia, que relendo consegui reviver aquelas palavras.
Não mandei aquela folha para ninguém, não expus o sentimento ao mundo, ele não precisava de mais um desamor.E eu não precisava afirmar que o que eu não queria que acontecesse, estava ali, acontecendo como se fosse de novo a primeira vez.
O fato de ter escondido, não fez com que parasse, não fez com que diminuisse.E agora, tão distante, em um outro lugar que eu desconhecia e que provavelmente não chegaria a conhecer, você estava.
Não esperava mais por você, não sabia mais como fazê-lo.Mas isso não fazia com que o desejo de voltar aumentasse todos os dias.
E a história já estava escrita, nenhum avião te levaria embora de mim, mesmo que você já tivesse ido.
Estávamos ali, naqueles momentos e mesmo não bastando, era meu.
Eu não te mandei, você não sabia, não importava, era meu.
O mundo desconheceu o amor, desconheceu o desamor, desconheceu as incertezas, não importava, era meu.
E aonde você estivesse, embora eu não soubesse, não importava, era meu.