Espelhados por sorrisos que mentiam alegria nas noites que já não eram quentes, que já não tinham estrelas, que já não sorriam luas.
Eram devastados por um céu sombrio, de cores foscas que chegavam a dar calafrios.
Ali, os brancos da parede já não tinham efeito iluminador, era noite mesmo com as luzes artificias, era noite.Escuro.
As pessoas que estiveram ali já não tinham nome, já não tinha rosto, já haviam ido embora, deram as costas com uma facilidade fascinante.Os olhos que ficaram observando cada um se afastar cada vez mais rápido, cada vez mais... Iam se perdendo nos falsos sorrisos procurando esconder a tristeza que os cobria.Eram tristes, eram noite.
Não pediram por presença, nem o sorriso, nem os olhos, nem o corpo, ficaram ali no branco escuro, na noite fosca, observando, lamentando, sorrindo.
Um filme que passava para cada passo que se afastava, uma novela dramática, uma comédia, um romance, gêneros infinitos em um só espaço.Que iam embora junto com as pessoas, com uma facilidade fascinante, cada vez mais rápido, cada vez mais...
E agora, restou a noite, que foi se expandindo e pluralizando, virando noites, longas, eternas noites, até a vida se encontrar com ela e virar noite, longa, eterna.