sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lembrança

Eu sempre acho que existe um motivo real. Quer dizer, a gente não está agora nadando em lembranças por simplesmente ter que ser assim. Por termos vivido o suficiente do tempo que não nos foi dado em longitude.

Não couberam nossos desejos enpacotados em palavras, não souberam desfazer essa ânsia de te ver de novo e sempre mais. Não acabou o dia com a noite que se foi.

O show particular da minha vida escondida, quem dera se fossemos anos. Se assim, os planos se encobrissem de realidades. Éramos a certeza, hoje. Da incerteza mais certa que o não do dia que eu quis.

E agora, eu sempre tenho que voltar, sempre no meu pensamento em forma de saudade pra te ter por perto. Como se não bastasse esse vazio que você criou, eu regredindo pra ser bom de novo. Eu gosto das cores que você me faz lembrar, quase todas tão vivas.

Eu queria esperar, mais um dia, mais uma vez. E o seu olhar que me acompanha depois de passar. Dos erros que a gente comete quando não sabe o que fazer. E eu vivo de novo, tudo de novo. Viva, as cores do dia que eu te vi. E a noite que ainda é clara aqui. Todas as minhas vontades, sibiladas em frases suas.

E depois eu fui embora, enquanto você olhava. Virei lembrança e você saudade.