Tenho usado muito os verbos no passado. Vivido essa nostalgia, toda essa melancolia. Um drama cheio de esperança.
Ainda hesito em me manter no presente, não sei se por medo de recebê-lo, ou por saber que ele nunca vai ser igual aos dias que eu vivi.
Ando meio apressada, sem tempo e quando o tenho me entrego ao que fui, ao que conheci, ao que me fez alguém, hoje. E nunca sei quem sou, não no tempo verbal que vivo. Sempre me perco em antes, os caminhos que fiz pra chegar a ser.
Sou meio covarde, eu sei. Mas o passado me remete coisas tão boas, que me prendo a ele como uma criança em seu brinquedo favorito e é tão difícil largar e simplesmente deixar passar. Ou aceitar: passou.