domingo, 8 de agosto de 2010

Lembrar de nunca esquecer: 2010.

Uma raiva sincera do ano, mesmo que ele não tenha nada a ver com isso. Odeio, odeio, odeio.
Como se não bastasse todos os problemas rotineiros do dia-a-dia, toda essa coisa que não escapa, o ano insiste, insiste em tirar mais do que horas, mais do que diversão, mais do que tudo. Ai ele vem e tira pessoas, pessoas boas que se diferem de todas as outras, pessoas que moram aqui comigo do meu lado e que de repente, sem mais nem menos o ano quer que eu só veja em lembranças.
Que eu só traga a esperança de um lugar melhor pra gente se encontrar e em meio há tantas coisas o que eu realmente queria era estar perto, era abraçar, era sorrir junto, agora não dá mais, o ano tirou de mim.
E a gente vai se perdendo junto com tudo que vai embora um pouquinho da gente mora no céu, vira estrela e a gente passa a ser mais, a ser menos a aguentar.
Enquanto a pessoa que sempre morou aqui continua um hóspede dolorido, uma saudade difícil de acabar e uma vontade de ver, de estar, de voltar.
E eu culpo o ano, já que preciso de alguém pra fazer a dor parar.
Vai, descansa. Mas não esquece de lembrar.