Ainda é a mesma sensação, enquanto tudo acontece você vive e não sente. Para em troco de algo maior que não é seu e que você sabe que não vai ser.
Luta na busca de conquistas que você já fez e deixou pra trás, desmerece aquilo que você mais precisou. Perde a confiança em si, porque tudo envolve força e a força fica de encontro com o nada que agora te pertence.
Algo como estar em batalha com você e perder. Não conseguir alcançar tudo que sempre foi seu, algo que nunca será.
Quando tudo pode ir embora, quando você não se desfaz do que não deveria ficar e ainda assim, não sobra nada além de um espaço vazio por dentro.
A questão é descobrir se ainda existe um pouco de você e buscar por isso e ainda assim, dá trabalho e demanda tempo, sossego e fôlego (porque esse sempre cobre a angústia e falta, enquanto esta sobra).
Dúvidas sobre as coisas que você mais teve certeza. Os sonhos que ainda vão acontecer e ainda parece que tudo precisa ser preenchido, esse pedaço branco enorme que te completa ou te desqualifica.
Não conseguir se colocar nem na primeira pessoa de um caso que é seu, quase como não ser. Não sentir.
Uma procura daquilo que ficou no espaço, um não regredir regredindo, um passo pra trás em troca de muitos pra frente. E um vazio que não infla, que não muda.
Tudo como não deveria estar, solidão em forma de outro.
E quem poderia ser você?