quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nada é nada.


E por aqui nada.
Nenhum sorriso que transforma, ou qualquer cheiro que anestesie dores comuns a todos. Nem um sentido mais puro ou mais provocante, nem um sonho mais leve ou pesado. Nada que chegue perto demais, nem longe o bastante para parecer inalcançável.
Nada é nada. Porque chega uma hora que você não deve ter sentimento algum por outra pessoa do sexo oposto, somente por si. É a hora que você acorda de madrugada e não pensa em mandar uma mensagem, nem confere o celular pra ver se ele se lembrou de você.  É a hora que você ama sua cama de casal que você não tem que dividir com outro corpo que tomaria metade dela, mesmo que você não a use.
Nada é sentir-se livre para sentir tudo. É ver um carinha ali e não ficar mal ou sentido-se uma traidora por ter se interessado por ele, é poder dormir tranqüila, já que no dia seguinte ninguém vai sumir. É não esperar aquela ligação que nunca aconteceu por dias, é não se pendurar em roupas e maquiagens por alguém que não você. Nada é diversão. É extasiar-se consigo mesma nas suas próprias piadas, é sentar em um bar e pedir torres de cerveja  pra você e você mesma. É se curtir. Nada é como estar em uma piscina de bolinhas ou em pula-pula deitada, enquanto todas as outras crianças pulam e te fazem levitar.
É não se prender a sentimentos alheios de reciprocidade, não se encarar no espelho e se perguntar o que você fez de errado dessa vez. É olhar o pôr-do-sol com outros olhos e sentir-se triste por ele estar indo com outra visão. É alimentar-se de todas as coisas que te fazem mal e não se importar se o então alguém te achará gorda demais!
É enfatizar o quão bonita se é quando ninguém mais suga tudo que você não tem. É não viver com olhares por tentar dar tudo isso e mais.
Nada é viver em paz, você e você. Telefones desligados, redes sociais ocupadas. Estar em nada e se dedicar apenas aos bons e velhos amigos.
Nada é tudo que você precisa quando o que você achava que precisava se preenche com nada.